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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Líderes sustentáveis, intuitivos e emocionais

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Profundamente conectados e conhecedores de si próprios, esses líderes combinam pensamento claro com engajamento emocional

11 de setembro de 2012, às 00h00min
Por Ricardo Voltolini

Estou entre os que acreditam que a análise de realidades complexas, como a da sustentabilidade, e mais especificamente da liderança para a sustentabilidade, não podem mais ser feitas com base em raciocínios simplistas. Isso explica o meu mergulho mais recente no modelo integral, um modelo de pensamento que começou com Platão e a sua definição de bondade, verdade e beleza e, que mais modernamente, foi reinterpretado pelo filósofo americano Ken Wilber a partir da teoria dos quatro quadrantes.

 
Segundo Wilber, o conceito de integral pressupõe analisar a realidade com base em influências psicológicas (interior-Individual), comportamentais (individual-exterior), culturais (coletivo-interior) e dos sistemas (coletivo-exterior). O fato é que quando o assunto é sustentabilidade, por exemplo, tende-se a uma análise focada em apenas um dos quadrantes, o de sistemas e estruturas. Aspectos individuais como sentimentos, visões de mundo e experiências assim como cultura, educação, imaginário, interações sociais e comportamentos são menos ou nada considerados – nem como fatores de motivação nem como obstáculos. E assim perde-se profundidade.


Por conter variáveis em quatro dimensões, o modelo integral oferece contribuições importantes também para pensar sobre a liderança para a sustentabilidade. Nesse sentido, e procurando ampliar perspectivas já apresentadas no meu livro Conversas com Líderes Sustentáveis (editora Senac-2011), recorro a Barrett Brown, diretor executivo do Integral Sustainability Center e entrevistado da atual edição da revista Ideia Sustentável (27, março de 2012). Ao final de seu estudo de doutorado, denominado Liderança no Limite: Liderando a Mudança a partir da Consciência Pós-Convencional, Barrett definiu 15 competências para líderes de sustentabilidade "com uma lógica de ação avançada".

Algumas dessas competências enxerguei, com maior ou menor ênfase, nos 10 líderes entrevistados para o livro. Cinco delas situam-se num campo que, segundo o modelo integral de Wilber, tem a ver com um certo tipo de mindset, isto é, com características psicológicas muito específicas, dessas que não se ensinam nas escolas de negócio.

Profundamente conectados e conhecedores de si próprios, esses líderes combinam pensamento claro com engajamento emocional. Além da razão, utilizam a intuição como companheira na hora de tomar decisões. Para eles, sustentabilidade não é apenas uma "estratégia" pragmática ou uma "ferramenta", mas um modo de transformar a si mesmos, os outros e o mundo. Mais do que a média dos líderes convencionais, lidam de modo pró-ativo com a incerteza inerente às mudanças de modelos de negócio porque confiam em si mesmos e se orientam pela força de suas convicções, valores e princípios.

E, por fim, conjugam a boa e velha resiliência – uma dessas competências considerada chave por dez entre dez recrutadores globais –, que funciona como uma espécie de vacina contra a oposição quase sempre contagiante dos céticos, indiferentes e adeptos convictos do bottom line, com uma interessante capacidade generalista de integrar diferentes perspectivas da sustentabilidade sem professar uma delas em particular.

Para ilustrar cada uma dessas "competências", as histórias relatadas no livro assomam à memória sem nenhum esforço. Foi uma concessão à intuição o que se deu com Fábio Barbosa, no início dos anos 2000, então presidente do banco Real, quando rejeitou os conselhos racionais de consultores e preferiu criar uma cultura de sustentabilidade não a partir da imposição de regras e estruturas, mas do fortalecimento da consciência de cada um dos funcionários e colaboradores do banco. A respeito dessa decisão – vale ressaltar –, não havia à época nenhum benchmarking sobre o qual se debruçar, de modo que a experiência convencional de planejar utilizando elementos comparativos do passado valia pouco ou nada diante do desafio de "criar" o novo. Líderes sustentáveis são, em grande medida, criadores de futuro – e se entregam a essa tarefa, racional e emocionalmente, com alto nível de energia e determinação. Não surpreende, portanto, que vários deles, ao longo das entrevistas, tenham se referido à sustentabilidade como uma "causa" – mais do que profissional, uma causa de vida, convém reforçar.

Intuitivo foi também o executivo cubano Héctor Núñez, em 2008, então CEO do Walmart, ao criar um personagem – o Capitão Água – e incorporá-lo, com capa e tudo, numa convenção para milhares de funcionários. A maioria esmagadora dos presidentes que conheço sequer pensaria na hipótese de tal nível de exposição – por timidez, excesso de zelo ou receio de virar objeto de assunto jocoso na rádio peão. Núñez agiu movido pela convicção de que a superexposição nesse nível de simbologia acessível era a forma mais eficiente – e genuína – de beliscar o imaginário da tropa e comunicar o valor da sustentabilidade para um grupo de colaboradores de baixa escolaridade. Horizontalmente, de igual para igual, sem a empáfia verborrágica das políticas de quadro pendurado na parede.

Se utilizasse apenas a "antena" racional, seguindo a cartilha do business as usual, o mais provável é que Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak para o Brasil e América Latina, não tomaria a decisão que tomou em 2009, no auge da crise econômica. Àquela altura, com o preço do papel em queda no mercado internacional – e por tabela, o de reciclados idem –, as cooperativas de catadores, criadas e apoiadas pela Tetra Pak, poderiam se romper por falta de compradores e preço justo, devolvendo à mendicância os recém-empoderados profissionais da reciclagem. Nigro assumiu o compromisso e, claro, os custos não planejados de estocagem do material reciclado por um período de meses, o que garantiu não só a sobrevivência das cooperativas, mas o seu fortalecimento com base em elos mais sólidos e tonificados pela confiança. Quantos líderes agiriam assim? Desconfio que poucos.

Quem conversa com Guilherme Leal, cofundador da Natura e hoje copresidente do seu Conselho de Administração, percebe muito rapidamente que a sustentabilidade não representa uma estratégia, dessas que empresas constroem "de fora para dentro", pragmaticamente, como resposta ao que "demandam" entidades generalizantes como o "mercado" ou o "consumidor." Na visão de Leal, o conceito expressa um modo de ver, perceber e se relacionar consigo próprio, com os outros e com o planeta, baseado na noção de interdependência. É intrínseco. Nele, como nos demais líderes sustentáveis, a referência a esse conceito sistêmico não soa como o mantra vazio ouvido a torto e a direito nas empresas que, sem nenhuma noção da irresponsabilidade desse tipo de afirmação, dizem praticar o triple bottom line desde criancinha. O líder sustentável é alguém que "lidera com valores".

E liderar com valores tem mais a ver com a dimensão do "saber ser", do que a do "saber fazer". Foi isso o que extraí de conversas com José Luciano Penido (Fibria), Franklin Feder (Alcoa) e Luiz Ernesto Gemignani (Promon). Generalista convicto e de temperamento afável, gestor sensível às relações interpessoais e um catequizador paciente, Penido tem se dedicado à tarefa de criar a cultura do "lucro admirado" na nova geração de líderes da Fibria, utilizando o mesmo método que Feder, da Alcoa, utilizou para edificar em Juruti (PA) uma das experiências mais sustentáveis de mineração de bauxita no mundo: ouvir, com a humildade de quem aprende, o que pensam os públicos impactados pelo negócio. Não se trata aqui de ouvir por ouvir, como muitas empresas fazem nos seus protocolares painéis de stakeholders. Mas ouvir com respeito, de um modo emocionalmente engajado, sem antagonismos, compreendendo, enfrentando de cara limpa a essência dos conflitos, valorizando as diferenças e construindo as conexões necessárias para operar em harmonia com as comunidades e o meio ambiente. Capacidade de se conectar é uma competência perceptível entre os líderes consagrados no tema.

Líderes sustentáveis são, como bem exemplificou Gemignani, da Promon, mais jardineiros do que comandantes militares. São indivíduos cujo perfil se caracteriza por profunda compreensão humana, orientados por propósitos e causas, movidos mais por aspirações do que ambições. E eles estão em todas as organizações, nas mais diferentes posições e estratos hierárquicos. Felizes daquelas que, com um olhar integral, souberem criar as condições para a sua semeadura.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/lideres-sustentaveis-intuitivos-e-emocionais/65636/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Administrador: o profissional que o Brasil mais precisa

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05 de setembro de 2012, às 20h19min

O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a Administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil)

A piadinha é infame e batida e, com certeza, você já deve ter escutado: "quem não sabe o que quer, faz Administração". A anedota faz parte da habitual rivalidade entre os cursos superiores, e data de muito, muito tempo.

A realidade é que o curso de Administração e a profissão do administrador mudaram bastante. E nossa sociedade mudou também. Hoje já observamos uma crescente preocupação por parte de empresários e dirigentes de organizações públicas e privadas com relação ao gerenciamento das iniciativas pelas quais são responsáveis.

No campo empresarial, ainda temos uma elevada taxa de mortalidade. Segundo o IBGE, praticamente a metade das empresas fecha as portas após o terceiro ano de atividade. Os motivos que explicam esse índice bizarro são diversos, afinal o Brasil amarga a 126ª posição entre 183 nações no ranking do Banco Mundial que elenca os países conforme a facilidade de se fazer negócios em seus territórios. Para se ter uma ideia, segundo esse estudo, é mais fácil abrir um negócio em Uganda do que por aqui.

Entretanto, a principal razão da mortalidade das empresas é sempre a mesma: falta de preparo de seus gestores. Diante de tantas dificuldades, a figura do administrador desponta como essencial para driblar os obstáculos impostos por esse ambiente hostil à atividade empresarial.

Outro estudo com o mesmo número de nações, realizado pela ONG Transparência Internacional, coloca o Brasil na 73ª posição no ranking que mede a percepção de corrupção entre os países. Numa escala onde zero significa "muito corrupto" e dez "nada corrupto", a nossa nota foi 3,8. Fomos reprovados. Além de prejuízos à moral, a corrupção empaca o desenvolvimento brasileiro: um estudo da FIESP revelou que o prejuízo causado por essa praga chega a 85 bilhões de reais por ano!

A corrupção não é apenas fruto da falta de ética, mas também de falhas na administração pública e nos seus mecanismos de controle (para lembrar uma das funções clássicas da Administração delineadas por Fayol). Que falta faz um administrador de fato por trás de nossas instituições, não é mesmo?

O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a Administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil). Por ano, são formados mais de 114 mil administradores. Não só a oferta de profissionais da área ao mercado aumentou, como também a demanda por eles.

O Conselho Federal de Administração, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração), realizou uma pesquisa que traça o raio-x da profissão no Brasil. Uma das questões era dirigida aos empregadores. Em 2006, apenas 23% deles consideravam importante um cargo gerencial ser ocupado por um administrador. Em 2011, esse número saltou para 63%. São números que refletem o amadurecimento da sociedade brasileira, e também a transformação da mentalidade dos nossos jovens, que têm optado por essa com muita determinação e com a consciência de que o administrador é o profissional que o Brasil mais precisa.

Respondendo àqueles que ainda insistem em contar aquela piadinha surrada do início do artigo, quem opta por Administração tem a certeza exata do que quer fazer - muito diferente daqueles que escolhem outros caminhos profissionais e, lá pelas tantas, tentam atuar como administradores sem serem.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Escrever à mão é melhor do que digitar

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SUPERNOVAS

Escrever à mão é melhor do que digitar

Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado.

por Bruno Garattoni
Quer aprender alguma coisa? Anote à mão. Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado. A explicação é que a escrita manual demanda mais esforço e concentração do cérebro, favorecendo o processo de aprendizagem.

domingo, 19 de agosto de 2012

Pesquisa revela o que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável

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16/08/2012 20:20 - Portal Brasil


Estudo realizado desde 1992, mostra que a consciência ambiental do brasileiro, em relação ao País, quadruplicou, comparando ao resultado de 20 anos atrás

Foi divulgado o resultado da edição 2012 da pesquisa "O Que o Brasileiro Pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável". O estudo, que é o mais amplo painel sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável existente no País, mostra que os brasileiros estão mais conscientes sobre a importância do meio ambiente.
MinC Durante a Rio 92, 47% dos entrevistados não sabiam identificar os problemas ambientais. Este ano, apenas 10% ignoravam a questão
Durante a Rio 92, 47% dos entrevistados não sabiam identificar os problemas ambientais. Este ano, apenas 10% ignoravam a questão

O levantamento foi realizado com a cooperação técnica do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que entrevistou 2,2 mil pessoas de áreas urbanas e rurais de todas regiões do País. Segundo o documento, o meio ambiente está em sexto lugar na lista de preocupações dos brasileiros, ficando atrás de saúde e hospitais, com 81%; violência e criminalidade, com 65%; desemprego, com 34%; educação, com 32% e políticos, com 23%. Há seis anos, o meio ambiente aparecia na 12ª colocação, à frente apenas de reforma agrária e dívida externa. Em 1992, ano da primeira pesquisa, o tema sequer foi citado.

"Isso é resultado de um maior acesso à informação. Mas o meio ambiente também é visto como problema, e não como uma oportunidade", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.


A pesquisa revela que ao longo de duas décadas, os mais jovens e os mais velhos são os que menos conhecem a realidade ambiental, mas a consciência aumentou. Há 20 anos, quase 40% dos entrevistados entre 16 e 24 anos não opinaram sobre problemas ambientais, assim como mais de 60% dos brasileiros com 51 anos ou mais. Este ano, as proporções caíram para 6% entre os jovens e 16,5% entre os mais velhos.

O principal problema ambiental citado pelos brasileiros é, desde a primeira pesquisa, o desmatamento de florestas, que neste ano registrou 67%. Outros principais problemas são a poluição de rios e lagoas (47%), a poluição do ar (36%), o aumento do volume do lixo (28%), o desperdício de água (10%), a camada de ozônio (9%) e mudanças do clima (6%).

Também são citados como problemas a extinção de animais e plantas; a falta de saneamento; a poluição por fertilizantes; o consumo exagerado de sacolas plásticas; e falta de conscientização ambiental da população. 

A questão relacionada ao lixo, por exemplo, é um dos problemas que mais ganhou posições no ranking dos desafios ambientais montado pelos brasileiros. O destino, seleção, coleta e outros processos relativos aos resíduos que preocupavam 4% das pessoas entrevistadas em 1992, agora são alvos da atenção de 28% das pessoas.

A pesquisa mostrou, no entanto, que as belezas naturais são o principal motivo de orgulho para os brasileiros. Aproximadamente 28% das pessoas dizem que o meio ambiente brasileiro é motivo de orgulho, à frente do desenvolvimento econômico, com 22%; das características da população, com 20%; do pacifismo, com 13%; da cultura, com 6% e da qualidade de vida, com 1%.

Gastos no País com desastres crescem 15 vezes em 6 anos

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Relatório do IPCC aponta que eventos extremos aliados à alta exposição humana a situações de risco podem aumentar tragédias

17 de agosto de 2012 | 3h 08

GIOVANA GIRARDI - O Estado de S.Paulo
 
Nos últimos 30 anos, o aumento da ocorrência de desastres naturais no mundo foi responsável por perdas que saltaram de poucos bilhões de dólares em 1980 para mais de 200 bilhões em 2010. No Brasil, em somente seis anos (2004-2010), os gastos das três esferas governamentais com a reconstrução de estruturas afetadas nesses eventos evoluíram de US$ 65 milhões para mais de US$ 1 bilhão - um aumento de mais de 15 vezes. 

Os dados foram citados ontem durante evento de divulgação do Relatório Especial sobre Gestão de Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX), do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). A elaboração do documento foi motivada justamente por conta dessa elevação já observada de desastres e perdas. O alerta, porém, é para o futuro - a expectativa é de que essas situações ocorram com frequência cada vez maior em consequência do aquecimento global.

Alguns dos autores do relatório estiverem presentes ontem em São Paulo, em evento promovido pela Fapesp e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para divulgar para a comunidade científica e tomadores de decisão os resultados específicos de América Latina e Caribe. A principal conclusão é que para evitar os desastres naturais, os cuidados vão muito além de lidar com o clima.

Vulnerabilidade. "O desastre natural não tem nada de natural. É a conjunção do evento natural com a vulnerabilidade e a exposição das populações a situações críticas", afirma Vicente Barros, da Universidade de Buenos Aires e um dos coordenadores do relatório.
Segundo ele, desde 1950 vem ocorrendo um aumento do número de dias extremamente quentes e com chuvas extremas. Apesar disso, afirma o climatologista Carlos Nobre, co-autor do trabalho, o que foi considerado como fator determinante para os desastres foi a maior exposição dos seres humanos por conta do aumento do adensamento urbano. No final das contas, acaba sendo um problema de planejamento urbano.

Com base nas pesquisas existentes, ainda não dá para dizer com elevado grau de confiança que esse aumento de eventos extremos já seja resultado das mudanças climáticas. Mas para o futuro a indicação é de que o aquecimento possivelmente irá impulsioná-los. Situações consideradas hoje extremas poderão se tornar mais comuns - chuvas ou secas que acontecem a cada 20 anos, poderão aparecer a cada cinco, dois ou até anualmente. Outra tendência também é que elas possam se inverter, chuva forte num ano, seca em outro.

Independentemente do clima, porém, o relatório alerta que o risco de desastres continuará subindo uma vez que mais pessoas estarão em situação vulnerável. "É daí que virão os problemas. É um alerta para pensarmos em formas de adaptação. O Nordeste teve uma grande seca neste ano e o que o governo fez? Mandou cesta básica. A população, assim, não se adapta", afirma o pesquisador José Marengo, do Inpe.

Além de alertar para ações dos governos, os pesquisadores chamaram a atenção também para a necessidade de mais estudos regionais. A confiança sobre o que é mais provável de acontecer, principalmente na Amazônia, ainda não é alta. Uma das ferramentas para isso é o desenvolvimento de modelos climáticos regionais. O projeto de um está sendo coordenado pelo Inpe e pela Fapesp, que pode estar pronto em até um ano, adaptado para a realidade brasileira.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ruim para eles, bom para nós

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Enquanto a seca dizima a lavoura americana, o Brasil colhe uma supersafra e os produtores brasileiros — especialmente de milho — faturam como nunca

Alexa Salomão, de
  • Agronegócios
  • 13/08/2012 05:55
São Paulo - O departamento de agricultura dos Estados Unidos tem a fama de ser um órgão conservador. Por isso, ninguém duvidou quando ele previu, no início deste ano, que a colheita americana seria recorde na atual safra. O país colheria 376 milhões de toneladas — algo como 45% da produção mundial. 

Hoje, já se sabe que a previsão é furada. O Meio-Oeste dos Estados Unidos, onde se concentra a produção de grãos, arde com a pior seca dos últimos 50 anos. Sofrem os produtores de trigo, soja e, principalmente, milho. Estima-se que as perdas no milho já cheguem a 70 milhões de toneladas.

Os mais pessimistas falam que a quebra de safra pode superar 100 milhões de toneladas — o que significaria falta do cereal para suprir a demanda interna. A instabilidade no campo já pressiona os preços na bolsa de Chicago, que baliza a cotação de produtos agrícolas em nível internacional.

Neste ano, o preço do milho e da soja acumula alta semelhante, em torno de 40%. Nem a chuva fraca que começou a cair no final de julho deu refresco às cotações. Em mea­dos do mês, depois de se reunir com o presidente Barack Obama para tratar da seca, Tom Vilsack, secretário de Agricultura, definiu a gravidade da situação: “Se soubesse uma oração da chuva ou uma dança da chuva, eu as faria”.

O único sopro de alívio no mercado vem do Brasil. Graças ao clima tropical, o país planta duas safras de milho por ano. Neste ano, a safra de verão sofreu com a estiagem, mas a chamada “safrinha” (de inverno), beneficiada pelas chuvas, é uma supersafrinha. O país está colhendo 35 milhões de toneladas de milho.

Somando a safra e a safrinha, o atual calendário agrícola pode fechar com uma colheita de 70 milhões de toneladas — alta de 21% em relação ao recorde de 2007. A reboque, sobem as previsões de exportação. O Brasil poderá embarcar 15 milhões de toneladas de milho, 55% mais que em 2011, e faturar alto: o valor exportado pode chegar a 4 bilhões de dólares, o dobro do ano passado.

Produtores já conseguem 35 reais por saca destinada à exportação — um extra de 40% em relação aos melhores preços do mercado interno, que também estão em alta. No embalo da festa da colheita, há quem diga que chegou a hora de alcançarmos no milho o que já conquistamos na soja.

“O Brasil, que planta milho o ano inteiro, já pode ocupar um papel de destaque no mercado internacional”, diz Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho.


De fato, neste momento, o país pode ajudar a cobrir a falta do milho dos Estados Unidos. Tanto é assim que a americana Smithfield, maior processadora de carne suína do mundo, anunciou que vai fazer uma inédita importação de milho brasileiro para garantir a alimentação de seus rebanhos.

A notícia, claro, é música para os ouvidos dos produtores brasileiros, especialmente os que têm produtividade alta e capaci­dade de ampliar a produção. Veja o exemplo da Coamo, a maior cooperativa agrícola da América do Sul, com sede em Campo Mourão, no oeste do Paraná.

Na última década, a adoção de novas técnicas de plantio e de novas variedades de sementes permitiu que os cooperados elevassem a produtividade do milho em mais de 30%. A Coamo chega a colher 10 toneladas por hectare — o equivalente à média americana. Hoje, tem 2,5 milhões de toneladas de milho para vender.

Vai exportar 600 000 toneladas porque tem contratos no mercado ­interno. “O produtor está ganhando muito mais do que esperava”, diz Aroldo Gallassini, presidente da Coamo. “Muitos produtores que já compraram sementes de soja estão querendo trocá-las pelas de milho.”

Mesmo quem ficar “preso” à soja poderá se dar bem. Nesse caso, os ganhos como consequência da seca americana só virão na próxima safra se os preços, como previsto, se mantiverem em alta. É que, diferentemente do milho, a soja é plantada numa única safra — e ela foi vendida antes da alta de preços.

O que está em jogo, agora, é a preparação da próxima safra. Muitos produtores de soja estão prevendo uma produção recorde em 2013. A euforia é tal que os temores agora dizem respeito à capacidade do país de escoar a próxima colheita.

Os produtores de milho do Mato Grosso já vivem esse problema. Dobraram a produção da safrinha, mas não conseguem escoá-la. Hoje, há montes de grãos na beira das estradas à espera de caminhões.  

Como o mercado sempre tem duas pontas — vendedora e compradora —, a alegria de uns é a tristeza de outros. A alta do preço está provocando um forte impacto nos custos de produção das carnes. Só em julho, a saca de milho subiu uma média de 30% no mercado interno.

Como o grão responde por mais de 60% dos custos de produção de frangos e suínos, os criadores já amargam perdas na rentabilidade. Na Região Sul, pequenos e médios produtores operam até no prejuízo. O custo de produção de 1 quilo de carne suína está em 2,20 reais, mas o mesmo quilo é vendido a 1,60 real — prejuízo de 60 centavos para cada quilo.

No frango, o prejuízo é de 50 centavos. Por isso, a estimativa é que haverá fortes reajustes de preços no segundo semestre. Analistas do mercado estimam que só o frango congelado terá alta de 20%.

“Os produtores de milho no Brasil até podem comemorar por hora”, diz José Antônio Fay, presidente da BRF, a maior produtora e exportadora brasileira de carnes processadas. “Mas toda a cadeia de alimentos no mundo está em alerta.”

terça-feira, 31 de julho de 2012

Como causar uma boa primeira impressão nos clientes

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Estes conselhos devem ser adaptados também à vida profissional.
  • Vendas
  • 31/07/2012 06:00

As chances de fechar uma venda aumentam quando a primeira impressão é positiva, dizem especialistas

  
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São Paulo – Antes de entrar em uma loja, o cliente cria uma expectativa de como será atendido, de como é o ambiente, a qualidade dos produtos e o momento final do pagamento. Atender ou superar esta expectativa faz parte de uma experiência de venda bem sucedida. “A primeira impressão é muito forte”, opina Flavia Lippi, transformadora e coach do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL). Tão forte que pode ser determinante para a imagem que o consumidor vai criar do seu negócio.

Estar bem preparado para causar sempre uma boa impressão é importante para desenvolver clientes fiéis e que trazem novos consumidores em potencial. “Em poucos minutos, o cliente identifica se a pessoa merece ou não sua atenção. Esses primeiros minutos são fundamentais”, ensina Diego Maia, presidente do Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas (CDPV). Veja as sugestões dos especialistas para garantir uma boa primeira impressão dos clientes.

1. Seja original
A expectativa que o cliente cria sobre o seu negócio é, em partes, baseada na sua identidade visual e naquilo que ele já ouviu falar sobre sua marca. “É comum as pessoas quererem passar a imagem que o ambiente precisa e não a que elas têm. Na hora de causar essa imagem, ela não pode ser frágil e pouco sustentável”, explica Flávia.

A dica é sempre agir conforme o DNA da empresa. Se você não está disposto a ceder a uma exigência do cliente, é melhor falar a verdade do que não cumprir o prometido. “Não invada seus valores para se adequar a alguém e vender uma coisa. Isso prejudica o andamento do negócio e não é sustentável”, diz a especialista. Entenda também os limites do consumidor e não fique empurrando produtos que não combinam com aquilo que ele procura.

2. Seja – e pareça - profissional
A primeira impressão é construída sobre a imagem da sua empresa. Por isso, mais do que ser profissional, o empreendedor e sua equipe precisam mostrar essa característica. “Não basta ter competências e ser profissional. Tem que aparentar, em todas as variações possíveis, e não só estando bem vestido”, diz Maia.

Flávia lembra que tudo aquilo que você carrega, da roupa ao corte de cabelo, reflete sua personalidade. “Investir nessa aparência profissional é um fator determinante. Ter um material de apresentação da empresa à altura, portar informações do mercado, dominar o assunto, conhecer antes o cliente e mostrar que pesquisou sobre as possíveis necessidades é importante”, completa Maia.

3. Contagie sua equipe
Poucas vezes o empreendedor consegue atender todos os consumidores da sua marca e, por isso, precisa delegar essa tarefa para a equipe de vendas. Ela será o primeiro contato do cliente com a empresa e precisa estar preparada para causar uma boa impressão. “O empresário precisa repassar os conceitos para o pessoal de linha de frente, que tem que conhecer bem o produto, ser simpático e surpreender o cliente”, afirma Maia. Isso pode ser feito através de pequenos treinamentos e reuniões. “O treinamento informal resolveria muitos problemas”, opina.

4. Acerte na segunda impressão
Nem sempre a primeira impressão é a que fica, mas dificilmente o cliente se arrisca em uma segunda chance. Quando isso acontece, o empresário precisa fazer de tudo para recuperar sua imagem. “Às vezes, ambos estão em um mau dia e vai ser ruim para os dois. Se houver afinidade de valores, é possível mudar essa impressão”, diz Flávia.
Maia acredita que, na maioria dos casos, não existe uma segunda chance de se causar uma primeira boa impressão. “O cliente pode fechar venda em uma loja desorganizada, mas é difícil ele voltar”, diz. Mesmo assim, uma boa oportunidade para resolver este impasse é ter um pós-venda muito bem preparado. “Não adianta encantar no primeiro momento e não resolver um problema relacionado ao pós-venda ou garantia. O pós-venda com profissionalismo pode reverter a má impressão”, ensina.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Por Que os Programas de Liderança Ainda Não Me Tornaram um Líder Melhor?

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Maio 10, 2011

Quando penso sobre a efetividade dos programas corporativos que objetivam o desenvolvimento da liderança, me vem à mente um artigo que li no New York Times do colunista David Brooks sobre a reforma da educação nos EUA. Ele observou que bilhões de dólares têm sido colocados em novos e impressionantes programas escolares, a maioria de efeitos duvidosos. Quando as escolas têm gerado resultados espetaculares é porque os estudantes se importam, os professores se importam e os pais se importam.

Em outras palavras, não se trata do quão elaborado é o programa e sim das pessoas envolvidas.

Pois é, e quando se traça um paralelo com os programas corporativos de liderança, iria além: não se trata da qualidade do programa, ou mesmo do coach, trata-se do protagonista, isto é, de VOCÊ.  A pergunta que faço é o quão engajado você está para se tornar um líder melhor?

Alguns anos atrás Howard Morgan e Marshall Goldsmith estudaram oito empresas diferentes e 86.000 participantes, 11.000 dos quais eram líderes. Eles consideravam que as empresas geralmente mediam o sucesso dos programas de coaching executivo solicitando aos participantes que avaliassem o instrutor, o local e até mesmo o coffe break.  Então queriam agora estimar a satisfação pela quantidade de mudança duradoura que fora produzida, de acordo com os stakeholders, ou seja, com base nas pessoas que efetivamente trabalham com a liderança.

Nesse estudo, cada líder focava em uma a três áreas específicas de aprimoramento, recebia feedback via um processo 360 e então era requisitado a discutir o que ele aprendeu com seus colegas de trabalho. Também pediram aos colegas que avaliassem se essa pessoa se tornara um líder mais efetivo.
Vejam os resultados:

    • Quando o líder não realizava follow up algum, nada mudava. Quando as pessoas diziam “Meu colega participou desse programa, mas não me falou nada sobre ele”, podia-se antecipar que fora uma completa perda de tempo.
    • Com um pouco de follow up com os colegas, havia algum aprimoramento.
    • Com bastante follow up (consistentes e periódicos contatos com um colega) os resultados iam às alturas.

Em Suma. A bola é sua, não é do coach, não é do livro, não é do programa. Se você está lendo um livro, ou assistindo palestras sobre liderança, mas não está efetivamente praticando o conteúdo acessado é como assistir o Arnold Schwarzenegger levantar pesos: VOCÊ NÃO VAI GANHAR MÚSCULOS. Esse é inclusive o motivo pelo qual a dupla citada anteriormente escreveu um artigo (baseado naquele estudo), cujo título é ”Liderança é um Esporte de Contato“. Para se tornar um líder melhor, você tem que ter o desejo interno de mudar, colocar em prática o conhecimento que se acessa e – isto sim é chave – ter a humildade e a coragem de discutir o seu progresso com um colega noqual confia.



Sem dúvida o processo de coaching pode apoiá-lo, mas a alavanca para uma efetiva mudança é você e seu relacionamento com as pessoas ao seu redor.
Para esta e outras habilidades que queira levar à sério, conte comigo.
Pablo

P.S.1 – Para me seguir no Facebook – https://www.facebook.com/coachingexecutivo

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Textos de executivos "dariam vergonha" a alunos de ensino fundamental, diz especialista

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27 de dezembro de 2011, às 13h03min
Consultores alertam que clareza no uso do idioma contrata em média 350 profissionais por ano e é fator decisivo para o sucesso em uma carreira
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br
A importância crescente da comunicação e a redução do número de secretárias nas empresas levou à necessidade de muitos executivos começarem a escrever suas próprias cartas, e-mails e apresentações. E o resultado disso tem sido um desastre de grandes proporções: os executivos brasileiros, mesmo dominando outras línguas, escrevem mal no idioma vernáculo.

Segundo Carlos Faccina, ex-Diretor de RH da Nestlé, durante bom tempo a prática de escrever bem andou ligada à idéia de cultura inútil, que não era fundamental para a produtividade. "Mas de uns sete ou oito anos para cá, quando as empresas passaram a dar mais ênfase à comunicação como um todo, ficou visível o total despreparo dos executivos para redigir um texto", alerta.

Para Marcelo Maron, Diretor Executivo do Grupo PAR, de Brasília, além de consultor e professor da UniEURO, muitos executivos se preocupam com o inglês, mas esquecem por completo a importância de escrever bem na própria língua. "Escrever corretamente e dominar seu próprio idioma é condição básica para crescer na vida profissional. Salvo raras exceções, não há pessoas que cresçam em suas carreiras sem saber redigir boas correspondências, projetos ou mesmo contratos. Há quem diga que para tanto servem os assessores, advogados e secretárias. Com certeza é muito desejável que eles também saibam, mas um verdadeiro profissional tem de saber colocar suas ideias no papel, com clareza e objetividade. Caso contrário, não fará uso adequado de suas próprias aptidões", assinala Maron.

O professor, que aplica teste de redação nos processos de seleção dos profissionais que contrata, diz-se impressionado com a quantidade de candidatos a cargos gerenciais que simplesmente não escrevem com clareza ou mesmo precisão. "Não me refiro ao português formal e absolutamente irretocável, mas ao domínio da língua de uma forma correta, limpa e clara, mesmo que um tanto coloquial. É o mínimo que se pode exigir de alguém que ocupe um cargo de liderança. Isso não quer dizer que aqueles que não têm cargos de chefia podem relaxar no que diz respeito ao bom português, porque escrever é básico, é cartão de visita de qualquer pessoa, física ou jurídica. Muitas coisas ali são reveladas, tais como equilíbrio, preparo, capacidade de exposição e síntese, imagem, objetividade, criatividade, entre muitas outras qualidades e até problemas", explica Maron.

A clareza no uso do idioma, assinala Maron, que contrata em média 350 profissionais por ano, é fator decisivo para o sucesso em uma carreira, seja ela onde for. "Infelizmente, é muito comum encontrar comunicados empresariais que dariam vergonha a qualquer bom aluno de ensino fundamental. Mas sobretudo, falta às pessoas a clareza necessária para se fazerem entender na linguagem escrita. Difícil encontrar quem construa um texto de forma adequada aos seus objetivos, mesmo com erros perdoáveis", aponta.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Cinco dicas para uma redação de sucesso

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by · julho 2, 2012

Por Breno Dias Pinheiro

Uma redação bem aceita pelo público precisa ser clara, direta e cumprir o objetivo proposto, seja conscientizar, informar ou até mesmo emocionar o leitor.


Ter seu texto aceito pelos leitores é um desejo de todo escritor. Para alcançar esse objetivo, ele passa horas e horas na frente da tela do computador (ou da folha de papel), procurando as palavras que melhor expressam o seu ponto de vista. Assim, parágrafos e palavras são escritos, modificados ou apagados para que a mensagem seja bem compreendida pelos seus destinatários.

Uma redação bem aceita pelo público precisa ser clara, direta e cumprir o objetivo proposto, seja conscientizar, informar ou até mesmo emocionar o leitor. Não existe uma receita de bolo que fará seu texto ser bem-querido, mas algumas dicas podem colaborar para isso. Selecionamos cinco dicas para uma redação de sucesso.

Situe o leitor – Muitos dos seus leitores podem não estar antenados sobre o assunto que você está abordando. Então, é necessário situá-lo, incluindo informações que serão importantes para a compreensão do seu texto. Uma dica bastante válida é dedicar o primeiro parágrafo para introduzir e recapitular o assunto que será discutido.

Cuide a linguagem – Se for dirigido para um público que não tem costume de leitura ou é leigo no assunto tratado, seu texto deverá ser escrito de forma clara e simples. “Encher a linguiça” para aumentar o tamanho da sua redação ou para parecer que você escreve difícil deve ser uma tática descartada. Exclua, também, os termos técnicos utilizados em sua área de atuação. Eles somente são eficientes para seus colegas de trabalho.

Procure fontes confiáveis – Os achismos, do tipo “eu acho que”, “na minha humilde opinião” ou “eu penso que”, devem ser evitados ao máximo. Procure utilizar argumentos de fontes confiáveis (e que estejam atualizadas) em sua redação. Mesmo que escreva para expor sua opinião, procure expor seus argumentos na terceira pessoa.

Seja cortês – A cortesia deve ser sua aliada na hora de escrever, seja em um texto ou um recado para o mural da sua empresa. Invés de escrever algo do tipo “Nessa empresa, não será aceito, em hipótese nenhuma, a entrada de funcionários que não utilizem seus crachás”, procure substituir por algo similar a “Para nossa segurança, os funcionários devem entrar em nossa empresa utilizando seus crachás”.

Pense simples – Se você tem dúvida sobre como escrever uma palavra, procure utilizar um sinônimo ao qual tem certeza que sua ortografia esteja correta. Procure sempre escrever da maneira mais simples possível (sem rodeios, enrolações ou palavras difíceis), pois as chances de errar serão menores. Utilizar um dicionário eletrônico pode ser uma boa ideia (claro, sem dispensar o uso de um dicionário de papel).

sábado, 16 de junho de 2012

O CEO tem um iate ou uma Ferrari? Talvez seja melhor vender a sua ação

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Líderes extravagantes tendem a ser mais lenientes com fraudes, mostra pesquisa

  • Mercados
  • 12/06/2012 06:12
  
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São Paulo – O líder da empresa em que você investe costuma aparecer nas páginas sociais dos jornais comandando festas glamorosas em iates ou posando em fotos com os últimos modelos da Ferrari? Se a resposta for sim, talvez isso seja um indicativo sobre o modo com que ele comanda os projetos e os demais diretores da sua companhia, mostra um estudo recente publicado por pesquisadores do Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas (NBER, na sigla em inglês).

O documento preparado por Robert Davidson (Universidade de Georgetown), Aiyesha Dey (Universidade de Minnesota) e Abbie J. Smith (Chicago Booth School of Business) descobriu que as empresas que possuem CEOs mais gastadores em suas vidas pessoais são mais propensos a vivenciar fraudes contábeis, republicações de relatórios financeiros e a entrar em operações desastrosas.

“Nós examinamos como o comportamento dos executivos fora do ambiente de trabalho, medida pela sua propriedade de bens de luxo (grau de simplicidade baixo) e infrações à lei anteriores, está relacionada ao risco de relatórios financeiros duvidosos”, dizem os pesquisadores em “Executives ‘off-the-job’ behavior, corporate culture, and financial reporting risk”.

Os problemas
O público acompanhado pelos pesquisadores foi formado por CEOs que possuíssem um barco de aproximadamente 8 metros ou mais, um carro com valor acima de 75 mil dólares ou um imóvel cujo preço fosse maior do que duas vezes a média local. Esses executivos, rotulados de esbanjadores, seriam mais dispostos a ter erros em relatórios ou outros problemas financeiros em suas empresas.

Descobrimos que os CEOs esbanjadores têm uma supervisão mais frouxa caracterizada por probabilidades relativamente altas de outros cometerem fraudes e também erros não intencionais”, explicam. “As companhias lideradas por CEOs esbanjadores estão significantemente mais propensas a se engajar em grandes aquisições, investir menos no crescimento orgânico de longo prazo, a operar ativos em lugares menos eficientes”, ressaltam.

Não há evidências de que os executivos mais esbanjadores em suas vidas pessoais tenham problemas legais em sua vida pessoal. Os problemas se restringem às companhias lideradas por eles. Que digam os acionistas do banco Cruzeiro do Sul, que recentemente viram as suas ações derreterem após a descoberta de uma fraude bilionária no balanço. Quando o banco completou 15 anos de existência, em 2009, o banqueiro Luis Octavio da Costa contratou o cantor Elton John para um show exclusivo na Sala São Paulo.

Os acionistas da Berkshire Hathaway, por outro lado, conhecem bem o resultado de um administrador cuja vida é levada de uma maneira mais simples. Warren Buffett, o investidor bilionário e CEO da Berkshire, se orgulha de ainda manter os laços com a cidade onde nasceu, a pequena Omaha no estado americano de Nebraska. Ele ainda vive na casa que comprou em 1958 no centro da cidade. Os pesquisadores tentam deixar claro que os CEOs podem fazer o que quiserem com o próprio dinheiro, mas que o estudo abre a porta para novas investigações acerca do tema.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O segredo do sucesso não é amar o que você faz

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Blog coco folosófico



O segredo do sucesso é amar o que você faz ganhou status de mandamento e está constantemente em apresentações de Power point motivacional.  As pessoas que acumularam enormes fortunas cultuam o mantra ‘’o segredo do sucesso é amar o que você faz’’. Porém, essas pessoas estão mais para a exceção do que para a regra. Logo, para a maioria da população não é sensato seguir esse mantra. Provavelmente, esse mantra funcione para aqueles que possuem mais capital, contatos e brilhantismo em determinada área. Quantas pessoas no mundo têm um enorme brilhantismo ou talento? Quantas pessoas no mundo alcançaram o sucesso apenas por executar um trabalho brilhante? Uma pessoa pode ser talentosa, mas pode não ter contatos, capital ou credibilidade para alavancar sua carreira. Portanto, muitos ficam no ostracismo profissional.
Encontrar um trabalho que é nossa paixão genuína é o mesmo que acreditar no príncipe encantado ou achar que sexo só pode ser feito com amor. E quando não achamos o  príncipe encantado( princesa encantada) ou não fazemos sexo com amor fazemos o quê? Há centenas de trabalhos que talvez ninguém ame, assim como há centenas de casais que se amam, mas o sexo não é bom ou vice-versa. Será que alguém ama ser operador de telemarketing ou empreguete? Se todos fossem fazer aquilo que realmente gostam muitos trabalhos nem existiram.  Como, ‘’o segredo do sucesso é amar o que você faz’’ é uma exceção, apenas uma minoria da população conseguiria realmente fazer o que ama, o resto da população estaria desempregado.
Por outro lado, o ser humano tende a se perguntar Por que algumas pessoas fazem sucesso e outras não? Para a professora de psicologia da universidade de Stanford o sucesso pode estar associado ao fazer do que se gosta como também aprender a gostar do que faz.  Segundo, a professora um exemplo disso, é quando aceitamos um emprego abaixo da expectativa,  talvez oportunidades inesperadas possam surgir. Em outras palavras o que a psicóloga tentou dizer é que se o sucesso não vier por amor ao que se faz poderá vir através da sorte ou acaso.
Em algumas carreiras supercompetitivas, sobressair-se ou mesmo conseguir um emprego, não é uma questão de amor, mas de nos avaliar se temos talento suficiente para estar entre a nata das pessoas que conseguiram acumular fortunas com aquilo que fazem.  Muitas pessoas que alcançaram o sucesso costumam vender uma receita mágica para aqueles que almejam fama, riqueza ou sucesso.  A maioria das pessoas busca trabalharem no emprego dos sonhos, mas no final o cargo frustra as nossas expectativas.  
As pessoas têm ambições de alcançar o sucesso sem muito esforço, mas na prática isso não existe. Quem pensa que merece um cargo e/ou salário melhor pode ter chegado a essa conclusão, porque trabalha em um ambiente de pouca exigência e/ou não possui parâmetros mensuráveis de sua própria capacidade.
Cada pessoa possui sua percepção de sucesso, porém para muitos o sucesso sempre esta associado a ganho material. As aspirações e motivações profissionais dependem de nossa autoestima, além de nossas realizações pessoais. Portanto, é bem provável que o segredo do sucesso seja fazer bem-feito aquilo nos disponibilizamos a fazer, pois gostando ou não alguém tem que fazer o ‘’trabalho sujo’’.É muito fácil palpitar ou escrever a fórmula do sucesso, riqueza, felicidade ou amor. Muitos desses livros que nos revelam o '' segredo'' nunca trazem instruções claras e precisas do primeiro passo e dos seguintes. A grande questão é como aplicar a fórmula na prática. Isso nenhum livro de segredo nos diz. Talvez nem existam segredos entre amor, trabalho e sucesso.

sábado, 9 de junho de 2012

O que cada Executivo precisa saber sobre RH

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Liz Ryan - LinkEdinSe você perguntar a um Executivo? "O que o seu líder de RH faz?", ele ou ela provavelmente dirá: "Você me pegou. Eu só sei que preciso ter um. "Esperamos que os executivos de RH  cuidem dos registros de empregados, contratem e treinem pessoas, administrem as avaliações de desempenho, e vejam que as práticas e os benefícios empresa sejam seguidos. Além disso, a missão pode ficar distorcida, rápido. A maioria dos Executivos que eu conheço não tem uma resposta pronta para a pergunta "Como é que o líder de RH ajuda sua organização a competir?" Nem existe uma lista básica de atividades do que deve fazer para um executivo de RH responsável por impulsionar a força competitiva da organização.

É altíssima a responsabilidade de cada chefe de RH para se certificar que seu empregador tenha o mais motivado time e as pessoas mais capazes no mercado. Aqui está uma lista das coisas que sua gerência de RH deve estar fazendo agora:


1. Colaborar com você e outros líderes para projetar e comunicar uma visão para a empresa, utilizando todos os veículos de comunicação que você tem.


2. Vender a empresa para a "população de talentos," em pessoa, online e via mídia impressa e televisiva. Um líder de RH deve articular a cultura da organização e sua história, não só para fins de recrutamento, mas para abastecer todas as suas atividades com clientes, fornecedores, mídia e pela comunidade empresarial.


3. Estimular todos os funcionários para dizer a verdade no trabalho, especialmente quando entram em jogo disputas interpessoais ou políticagens. (Nota para os Executivos: Isto inclui dizer quando você é visto como uma pessoa louca.)
 

4. Reforço de uma cultura que enfatiza a capacidade de inovação sobre o que é irrelevante, mais adequado ao desenvolvimento.
 

5. Construção de um ambiente de pessoas qualificadas, energizadas para colaborar com o crescimento da empresa, a extinção da requisição, por requisição, criando um modelo de recrutamento transacional. 
6. Mudar a função de RH para longe de um modelo de burocrático ("questão Benefícios? Segunda porta à esquerda.") Para uma função incorporada em suas estratégias de negócios. 
7. Criar um processo de RH suficiente apenas para atender às necessidades da sua empresa de conformidade com as leis, mas não tanto que as pessoas fiquem frustradas ou sejam tratadas como crianças, isto é, sem paternalismos. 
8. Construir uma cultura de colaboração que contribua com todos os programas importantes na sua empresa. Se o seu gerente de RH não é o defensor das pessoas e difusor da sua cultura empresarial, é um mau sinal.
 

9. Estimular aos membros de sua equipe, todos os dias, para o comprometimento no seu negócio, com suas próprias carreiras, e a vida em geral não como uma solução estéril. Uma vez por ano efetuar uma "pesquisa engajamento dos funcionários." 
10. Substituir o medo pela confiança em todas as oportunidades, nas políticas, sessões de formação, práticas de gestão, e através de todas as conversas no local. 
É um novo dia em RH. A sua empresa está na vanguarda ou na retaguarda? 
Liz Ryan é um perita no local de trabalho do novo milênio e uma ex-executiva de RH da Fortune 500.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As habilidades que todo empreendedor deve ter

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Atitude
01/06/2012 06:00

Dominar técnicas de gestão e ser determinado são capacidades encontradas em empreendedores de sucesso

  
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São Paulo – Ter uma boa ideia e paixão pelo negócio não bastam para que você seja um empreendedor de sucesso. Para Fernando Campos, investidor-anjo e gestor da Devise, dominar técnicas de gestão de negócios é a habilidade que ele mais sente falta nos empreendedores brasileiros. “Você pode ter capacidade técnica, domínio de conhecimento e ótimas ideias, mas também é preciso ter visão de negócios, saber gerir e liderar pessoas”, afirma.

Edison Kalaf, professor de inovação e empreendedorismo da Business School São Paulo (BSP), conta que o essencial é acreditar no negócio e se dedicar. “É o trabalho que importa, não basta só investir”, diz.
Com a ajuda de Campos, Kalaf e Rose Mary Lopes, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da ESPM, Exame.com listou algumas habilidades indispensáveis para ser um empreendedor de sucesso.

Ser determinado
Por mais que uma pessoa tenha cursos e certificados, dificilmente acertará seu negócio de primeira. “Tem que ser persistente usando a razão, pois alguns empreendedores se apaixonam pela ideia e não conseguem enxergar além disso”, explica Kalaf.
Para Campos, o empreendedor não pode desistir por qualquer barreira. “É preciso ter essa energia para, por exemplo, ligar para amigos e pedir indicações e também para bater na porta de clientes”, afirma. “Um empreendedor tem que matar vários leões por dia, mas tem que ter claro quais são os seus objetivos para poder casar com as oportunidades que surgirem”, explica Rose.

Dominar técnicas de gestão
Contabilidade, recursos humanos e áreas de suporte ao negócio exigem conhecimento formal. Mesmo em uma empresa muito pequena é preciso identificar em quais áreas ele precisa de ajuda e gerir. “Uma boa forma de aprender é frequentar competições de startups, quem ganha fala de seus negócios e conta como se prepara”, explica Campos.
Kalaf conta que o empreendedor precisa assumir que não é genial para tudo. “Improvisação em geral dá certo, mas não dá para improvisar sempre”, afirma. Para Rose, não é um aprendizado fácil: um empreendedor tem que aprender a demitir pessoas, por exemplo.

Manter-se informado
Para os especialistas, além da importância de se atualizar sobre o mercado em que atua, é preciso estar atento também com o que está acontecendo dentro de sua empresa. “Verifique se há insatisfações. Cocê pode não estar canalizando talentos adequadamente”, explica Rose.

“De nada adianta entrar em um negócio em que pouco se entende. Naturalmente que o empreendedor não precisa ter anos de experiência em um determinado segmento para poder empreender, mas ele deverá no mínimo fazer um belo dever de casa estudando tudo o que puder sobre o tema antes de se aventurar”, explica Campos.
Além disso, é bom o empreendedor circular em eventos de outros setores e trocar informações com pessoas de seu segmento.

Saber ouvir
“Muita gente acha que tem essa capacidade, mas alguns empreendedores têm uma postura muito confiante e não estão dispostos a ouvir opiniões que podem lhe ajudar e ajudar seus negócios”, afirma Campos. Ele explica que um empreendedor precisa, sim, ser confiante, mas precisa aceitar que algumas vezes ele pode estar errado. “Alguns fingem que sabem ouvir, mas depois acabam ignorando ou abandonando tudo que você falou “, diz.

Saber se comunicar
Kalaf diz que todo empreendedor precisa saber vender suas ideias e produtos bem. “Ele tem que ser capaz de comunicar a sua visão de negócios e valores para outros e conseguir inspirar as pessoas com quem trabalha”, explica. Essa habilidade o tornará líder para conseguir apoio para suas ideias e incentivará inovação.

Ter autocrítica
O empreendedor precisa se conhecer bem para identificar quais são os seus pontos fortes e fracos. “Caso contrário, ele pode extrapolar no otimismo, na sua vontade de achar que pode dar tudo certo e que pode fazer tudo sozinho”, afirma.
Ela explica que muitos empreendedores não conseguem perceber alguns sinais de alerta, como de que precisam de um parceiro que seja experiente em uma área que ele não domina.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Brasil cai duas posições em ranking de competitividade

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WCY
31/05/2012 08:54

Entre as economias mais competitivas do mundo, está Hong Kong, encabeçando a lista. Nosso país desceu dois degraus, para a 46.ª colocação no ranking formado por 59 países

Beatriz Bulla, da
São Paulo - O Brasil caiu duas posições no Índice de Competitividade Mundial 2012, o World Competitiveness Yearbook (WCY), divulgado nesta quinta-feira pelo International Institute for Management Development (IMD). De acordo com o levantamento, o país desceu dois degraus, para a 46.ª colocação no ranking geral, formado por 59 países. A queda do Brasil não foi tão expressiva quanto a do ano passado. Em 2010, o país ocupava o 38.º lugar, mas foi para 44.º em 2011.

De acordo com o professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta e análise dos dados do ranking no Brasil, Carlos Arruda, a perda de duas posições é ainda uma consequência da queda da colocação do país no ano passado. "Não tem nenhum fato novo relevante que leve a essa perda, a não ser as consequências do ano passado, quando o país perdeu muito em produtividade", disse, explicando que desde 2011 o país está em 52.º lugar na análise de produtividade.

Nos grandes grupos de análise usados para avaliar os países, o desempenho da economia passou do 30.º lugar para o 47.º, enquanto a eficiência do governo se manteve em 55.º, a eficiência dos negócios subiu do 29.º para 27.º e a infraestrutura passou da 51.ª posição para a 45.ª.

Em pesquisa de opinião com executivos - que deveriam apontar cinco indicadores, em uma lista de 15, que percebem como fatores atrativos da economia do país -, 90,9% responderam "dinamismo da economia". Na sequência, veio a estabilidade política e previsibilidade, com 77,3%. Na ponta contrária, o regime fiscal teve 0% de indicações, o nível de escolaridade e a infraestrutura confiável tiveram, cada, 1,1%.

Além da baixa na produtividade, estão entre os motivos que têm levado à queda do Brasil no ranking a alta carga tributária e a falta de um planejamento de longo prazo, de acordo com dois colaboradores do WCY ouvidos pela Agência Estado.

"No ano passado, observamos que o Brasil não estava gerando riqueza no mesmo nível que gerava emprego. Foram gerados muitos empregos de baixo valor agregado e poucos de mão de obra qualificada", afirmou Arruda. Para ele, baixo crescimento econômico, somado ao foco intenso no consumo e à baixa presença do Brasil no comércio internacional, cria um risco grande de o país aos poucos caminhar para recessão e desemprego.

O português Nuno Fernandes, professor de finanças do IMD e colaborador no relatório, cita a baixa exportação de produtos de alto valor agregado como um dos fatores determinantes para empurrar o Brasil para o fim do ranking. Além disso, Fernandes citou a inflação, a burocracia e os altos impostos no país como atores negativos. "Há alguns problemas que geram a descida no ranking, como a burocracia, o protecionismo e as tarifas alfandegárias", disse Fernandes.

Sobre a carga tributária, criticada pelos dois professores, Carlos Arruda afirmou que os altos impostos não são novidade no país e fez um alerta sobre as recentes medidas adotadas pelo governo. "O governo fazer uma reestruturação do sistema tributário é muito necessário, mas não deve ser exclusivamente para curto prazo, para estimular o consumo. Temos de estimular a capacidade do país de ter mais participação no comércio internacional. Não podemos ser só um país para atender às demandas da nova classe média", disse.

Perspectivas
Arruda acredita que as perspectivas para o país não são positivas. "As más notícias vão ser recorrentes se nós não fizermos uma ação de país", disse, analisando o que chama de "cultura do curto prazo". Ele afirma que é necessário ter um projeto de país feito pelos setores público e privado em conjunto para investir no aumento da produtividade e no reposicionamento do Brasil. "Sem isso, não vai adiantar (investir em infraestrutura). Já estamos no meio do ano e as agendas são todas de curto prazo. O Brasil não está mal, mas não está se preparando para o futuro", afirmou.

Na medição de infraestrutura, o país subiu do 51.º lugar, que ocupava no ano passado, para o 45.º. O maior salto, contudo, foi na infraestrutura básica, em que o país subiu cinco posições. Na infraestrutura tecnológica e na científica, contudo, o país subiu dois lugares e um lugar, respectivamente.

Nuno Fernandes concorda que só investimento em infraestrutura é insuficiente. "Não basta pensar na infraestrutura. Para o Brasil voltar a subir no ranking é preciso haver política de investimento em outro tipo de infraestrutura: tecnológica e científica e em educação", disse.

Entre as economias mais competitivas do mundo, está Hong Kong, encabeçando a lista, seguido por Estados Unidos e Suíça. No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Fundação Dom Cabral, classificada como a oitava melhor escola de negócios do mundo no ranking de educação executiva do jornal britânico "Financial Times". Na mesma lista, o IMD, realizador do Índice de Competitividade Mundial, ficou em terceiro lugar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

5 visões nada animadoras sobre a crise mundial

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Do colapso da zona do euro à recessão global, não faltam previsões pessimistas sobre a economia mundial nos próximos meses; conheça algumas

  
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São Paulo – Em meio às incertezas que cercam a possível saída da Grécia da zona do euro, não faltam palpites sobre os rumos da economia mundial no futuro próximo.
Enquanto alguns analistas minimizam os potenciais efeitos da decisão, outros enxergam um cenário bastante sombrio – com ou sem “Grexit”.
Confira, a seguir, algumas visões pouco animadoras de economistas gabaritados sobre os rumos que a crise deve tomar nos próximos meses:
A economia americana vai piorar
Apesar dos sutis sinais de recuperação da economia americana no início do ano, como a melhoria nos índices de desemprego, para Lakshman Achuthan, CEO do Economic Cycle Research Institute, este não será um bom ano para os Estados Unidos. Analisando previsões para os indicadores de produção, emprego, renda e vendas, o instituto concluiu que o “crescimento econômico dos Estados Unidos está, na verdade, piorando e não se revitalizando”.
A zona do euro vai desmoronar
Para Albert Edwards, estrategista da Societe Generale (SocGen), não só a economia americana vai escorregar de novo para a recessão, como a bolha de crédito na China vai estourar e a zona do euro vai desmoronar.  “Se você acha que as coisas estão ruins agora, elas estão prestes a ficar piores”, disse ele, em entrevista ao The Globe and Mail
O câncer do crédito está em metástase
Para Bill Gross, o megainvestidor fundador da Pimco, o problema na Europa é apenas um tumor localizado, mas o “câncer no crédito pode estar em metástase”. Em sua coluna no Financial Times, ele disse que o sistema monetário global é “fatalmente falho”, com rendimentos cada vez menores e mais arriscados, produzidos por crises de dívida e as respostas políticas a ela.
O pior ainda está por vir
Para Peter Schiff, CEO da Euro Pacific Capital e autor do livro “The Real Crash: How To Save Yourself And Your Country” (“O verdadeiro crash: como salvar a você mesmo e a seu país”, sem versão em português), o pior da crise ainda está por vir. Ele defende que a economia americana não está melhorando, mas sim ficando mais “doente” e que verdadeira crise não está no passado e sim no futuro. Para o analista, ao tentar evitar a “dor” da cura, os Estados Unidos só adiaram o sofrimento, que será ainda maior.
100% de chance de recessão global
Para Marc Farber, investidor e autor da newsletter Gloom Boom & Doom Report, pode haver uma recessão global já no quarto trimestre deste ano ou no início do próximo. Para o investidor, há “100% de chance” que isso aconteça. Em entrevista à CNBC.com, ele destacou que, enquanto o mundo se preocupa apenas com a Grécia e com a Europa, há sinais preocupantes de que a atividade econômica na China e na Índia está diminuindo.