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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nós não precisamos dessa educação que está aí

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18 de novembro de 2012, às 16h29min

As universidades, como as conhecemos hoje, chegaram a nós mais ou menos no formato em que existiam na Europa durante a Idade Média e muitas delas continuam assim

Volta e meia recebo um e-mail de alguém questionando o valor de uma educação "superior". Recebo e-mails de empreendedores, profissionais, pessoas com recursos limitados, todos questionando se o tempo e dinheiro investidos em um curso superior ou uma pós-graduação valem a pena. Dadas minhas experiências – tanto como professor quanto como estudante do doutorado de uma das mais renomadas universidades do país – resolvi dar a minha opinião sobre o assunto. Resposta rápida: não.

Para entender o porquê dessa dramática e rápida resposta, é preciso voltar um pouco no tempo. As universidades, como as conhecemos hoje, chegaram a nós mais ou menos no formato em que existiam na Europa durante a Idade Média. Tais instituições, algumas centenárias, foram criadas para treinar os membros da elite a ocupar seu lugar na sociedade. Estamos falando de uma época em que o acesso ao conhecimento era bastante restrito, os livros eram literalmente copiados à mão e saber ler e escrever era uma marca dos bem nascidos.


Pulemos para os dias de hoje. As divisões por disciplinas, tão naturais em um mundo que mudava lentamente, cada vez mais perdem o sentido. Professores como guardiões do conhecimento? Provavelmente assisti às melhores palestras pela internet do que em toda minha vida acadêmica (devo confessar que tenho o app das palestras do TED no meu celular). Bibliotecas como detentoras do conhecimento? As grandes livrarias, livros eletrônicos e grande quantidade de material disponível em outros formatos estão derrubando as vantagens que as grandes bibliotecas possuíam. Me dê um computador e acesso a boas fontes de pesquisa e estarei feliz em qualquer lugar do mundo.
Foto: Shutterstock

O que dizer então, do conteúdo das aulas? Como alguém que vive a realidade dos dois lados do quadro negro, tenho isso a dizer: algumas aulas são boas, outras ruins. Poucas serão inacreditavelmente boas, e poucas inacreditavelmente ruins. Infelizmente, há professores desatualizados, controladores e simplesmente frustrados com sua profissão em todo lugar. Fora isso, a falta de conhecimento de uns não impede a atuação fornecida por um punhado de diplomas. Ouvi certa vez, de uma professora que ensinava fundamentos de Administração a calouros de um curso, como era importante "gravar ideais marxistas e comunistas nas mentes dos jovens". Tal pessoa, apesar de provavelmente ser mais marxista que o próprio Marx (e que, em segunda análise, duvido que tenha lido, muito menos entendido, o próprio), estava e continua cometendo um verdadeiro absurdo ao doutrinar de forma errônea um grupo de jovens que está dando seus primeiros passos - sem contar no completo desrespeito ao programa do curso e à inteligência dos alunos, que em vez de serem apresentados aos vários lados da discussão eram doutrinados em uma direção.

Voltando-me ao programa, eis aí outro ponto contra o ensino formal: o MEC estabelece cada vez mais disciplinas e horas-aula dos mais diversos assuntos, enquanto, na outra ponta, forma-se alunos sem o menor domínio da Língua Portuguesa ou Matemática - esses, sim, essenciais a qualquer pessoa que queira realmente participar e entender o mundo que a cerca. Programas desatualizados e massacrantes tornam aulas que poderiam ser interessantes em um exercício de repetição de teorias desatualizadas. Isso quando o professor se dá ao trabalho de mostrar ao aluno de onde realmente vêm, quais são as limitações e desenvolvimentos posteriores do assunto tratado - algo que, infelizmente, boa parte sequer conhece.

Não imagine, caro leitor, que a culpa é toda dos professores. Em minha andança pelas instituições de ensino pelo país, encontrei pessoas fantásticas, muitas delas geniais. O problema começa quando você pega um professor genial, coloca ele quarenta horas por semana em uma sala de aula e espera que ele tenha tempo de preparar aulas e corrigir provas. Pergunto, então, como é possível que tal pessoa continue atualizada em algo como 5 a 10 anos?

Também encontrei muitos que deviam ser barrados na porta. Todos aqueles que dizem dar aulas por falta de opção, ou não gostar do que fazem, ou fazerem por pura obrigação, deveriam ser gentilmente enviados porta afora.

Com tudo isso, quanto vale, afinal, um diploma?

Alguns economistas diriam que um diploma de uma boa universidade é um ótimo exemplo de auto seleção. Ou seja, alguém não é bom por ter feito um curso em uma grande instituição, mas sim por ter conseguido entrar nela. Por essa linha de raciocínio, os alunos das melhores universidades são melhores porque venceram um processo de seleção mais concorrido e possuem os recursos para se manter no curso durante o tempo necessário. O diploma não significa educação, mas é uma forma de garantir a um futuro empregador a qualidade da pessoa que conseguiu entrar em determinado curso. Se você receber cem currículos, mas apenas três vierem de faculdades renomadas, chamar esses três para uma entrevista e ignorar os outros 97 é algo bastante comum por aí.

O que nos leva à questão: por que, então, aplicar tempo e dinheiro em um curso? Comecei a fazer esta pergunta na pesquisa para meus livros sobre criatividade e empreendedorismo e descobri que a grande verdade é que não é o curso que importa, pelo menos não da forma como costumamos pensar.

Ao ler biografias, estudos científicos e outros textos sobre as características de grandes profissionais, o que vemos é que é bastante comum a presença de grandes professores. Uma pesquisa que incluía vencedores do prêmio Nobel, por exemplo, identificou que não era a instituição, mas o contato com determinado professor, que possuía relação com o futuro sucesso dos alunos. Uma das conclusões mais interessantes é que a melhor forma de ganhar um prêmio Nobel é ter estudado com alguém que já ganhou um desses. Existem verdadeiras dinastias em várias áreas, com o destaque passando de professor a aluno, que se torna professor de futuras gerações.

O que as pesquisas mostram já há muito tempo é que não é o conhecimento em si, mas a postura profissional e pessoal que fazem um grande professor. O conhecimento, afinal, está em livros, e espalhado pelo mundo, para quem tiver interesse de ir atrás deles. Mas um bom mestre, alguém que lhe ensine não só o que aprender, mas como aprender e o que fazer com isso, esses são realmente raros. Pouco importa se são professores com grandes títulos acadêmicos, "coaches" profissionais, mentores dentro de empresas, verdadeiros professores são aqueles que ensinam pelo exemplo, por inspirar, por fazer com que seus alunos queiram se tornar iguais, quem sabe até superá-los. Veja, caro leitor, que não estou falando de sonhos, professores no modo como os defino aqui são encontrados em vários lugares e biografias.

Para ficar na área de Administração, é bom lembrar que um dos homens mais ricos do mundo, Warren Buffett, se matriculou no MBA da Columbia Business School porque Benjamin Graham dava aula ali (se você viu o filme "À procura da Felicidade", com o Will Smith, o livro que ele estuda no filme foi escrito por Graham). Foi usando os ensinamentos de Graham que Buffett se tornou um dos maiores investidores do mundo. Se não fosse por essa relação aluno-professor, Buffett não seria conhecido como o grande expoente da chamada "análise fundamentalista" em finanças, e Graham não seria considerado o formador dessa disciplina. Isso sem contar no professor que sugeriu aos fundadores do Google que era hora de largar a faculdade e focar na própria empresa, já que a faculdade continuaria ali caso a aventura desse errado e inúmeros outros casos parecidos.
Que fazer então, se você continua em dúvida entre fazer ou não um curso superior? Se seu objetivo é pragmático, um diploma de uma boa instituição pode abrir algumas portas para você (mas dificilmente vai garantir sua permanência por lá). Se você quer aprender um assunto por amor aquilo, motivo não falta para você começar já, pouco importando títulos e outras coisas. Aliás, garanto que se você realmente se importar, aprenderá mais e mais rápido do que na maioria das instituições.

Agora, se você realmente quer uma experiência que valha a pena, escolha um bom professor. Ele pode estar em uma faculdade, ele pode ser seu chefe, colega, um conhecido com o qual você conversa de vez em quando e te inspira a ser melhor, ou até um personagem histórico sobre o qual você costuma ler e admira (pessoalmente, penso no Winston Churchill quando tenho um problema. Não só ele resistiu aos nazistas isolado em uma ilha, como conseguiu tal proeza estando bêbado em boa parte do tempo).

Meu comentário:

Este nosso sistema educacional, do básico ao superior, como bem colocou o autor, vem desde a idade média, porém, após a revolução industrial e com a evolução do capitalismo e desenvolvimento das organizações, estas precisaram de pessoas treinadas para atuar em seus diversos postos, reproduzindo e executando decisões que vinham de cima, dos "pensadores e decisores" e a escola passou a reproduzir na educação a filosofia de FORD da linha de montagem de operários para atender a uma demanda de indivíduos organizacionais, em escala, pensando pouco e reproduzindo o pensamento aprendido, executando ações conforme a doutrina em voga.


Ocorre que a velocidade das mudanças se aceleraram e este pensamento enlatado não consegue mais lidar e resolver problemas em um mundo extremamente, e cada vez mais, complexo, caótico, indeterminado e de probabilidades infinitas a cada instante, exigindo SERES HUMANOS PENSANTES, realmente, pessoas que tenham a capacidade de LER e INTERPRETAR o mundo que nos cerca, criativos, capazes de criar NOVOS conhecimentos para resolver novos problemas e não aplicar velhos conhecimentos, que não funcionarão, para resolver estes problemas, e continuarão a causar insatisfação, ansiedade e gerar novos problemas que ficarão sem solução porque precisam de uma mente nova, vazia, apta a construir conhecimento novo.


Uma nova sensibilidade para uma nova ordem humana e ambiental, capaz de resultados tangíveis, mas sensível e capaz de produzir resultados de felicidade humana.

Comissão aprova criação de PIB Verde para avaliar patrimônio ecológico

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25/9/2012 - 10h13

por Redação da Agência Câmara

e72 Comissão aprova criação de PIB Verde para avaliar patrimônio ecológico
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou na quarta-feira (19) o Projeto de Lei 2900/11, do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que estabelece o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) Verde para avaliar o patrimônio ecológico nacional.

Pelo projeto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB, divulgará também o PIB Verde, em cujo cálculo será considerado o patrimônio ecológico, além dos critérios e dados econômicos e sociais tradicionalmente utilizados.

A relatora da proposta na comissão, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), mudou o texto que sugeria a divulgação anual do PIB Verde, argumentando que, como a metodologia será nova, talvez não seja possível essa periodicidade. Ela sugeriu ainda que os critérios sejam discutidos com a sociedade e com o Congresso para criar um índice em sintonia com as preocupações ambientais.

“Se algum tipo de índice de desenvolvimento sustentável conseguisse obter ampla aceitação e aplicação, poderia constituir valiosa ferramenta para a mudança de comportamento da sociedade, em face dos desafios socioambientais que este novo milênio apresenta”, defendeu.

Rebecca Garcia também incluiu no texto da proposta o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como outro levantamento de riqueza a ser levado em conta no desenvolvimento de uma metodologia para o PIB Verde.

Origem

O PIB Verde é um indicador de crescimento econômico que leva em conta as consequências ambientais do crescimento econômico medido pelo PIB padrão, ou seja, os custos ambientais. Em 2004, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou o uso do PIB Verde como um indicador econômico para seu país. O primeiro relatório foi publicado em 2006.

Pelo indicador, os países devem atribuir o valor econômico a serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, de modo que esses valores possam ser incorporados à contabilidade do setor produtivo, sendo também utilizados para a nova metodologia de cálculo do PIB, que passaria a ser um indicador conjunto dos processos econômicos, da sustentabilidade ambiental e do bem-estar da sociedade.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pela Comissão e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

* Publicado originalmente no site Agência Câmara de Notícias.
(Agência Câmara)

9 atitudes que não deixam sua vida evoluir

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08 de outubro de 2012, às 17h39min

Muitos fatores podem determinar o sucesso ou não dos nossos projetos. Confira alguns deles

Estamos na reta final de 2012 e a sensação é de que o tempo está voando. Neste momento muitas pessoas se perguntam se o ano está valendo a pena ou se está passando sem o rendimento e os resultados esperados. Muitos fatores podem determinar o sucesso ou não dos nossos projetos. Porém, existem algumas atitudes que, verdadeiramente, podem nos impedir de evoluir sem que sejam percebidas. Entenda alguma delas e como superá-las para que você consiga sair do lugar, seja na vida pessoal ou profissional.

Não ter objetivos definidos

Se você não sabe o que quer, o tempo vai passar e nada vai acontecer, mas com certeza vai estar sempre com a sensação de que fez um monte de coisas. Escolha um ou dois objetivos extremamente realistas e pé no chão, para os próximos meses, escreva-os e detalhe um plano de ação. Ter algo mesmo que não seja "o plano perfeito" é melhor do que não ter nada.

Achar que o momento certo ainda vai aparecer

O momento certo é um mito, ele não existe. As condições perfeitas nunca vão acontecer na hora que você precisa. Faça o momento certo ser o momento em que você decidir começar a sair do lugar, quem espera nunca alcança, ou nesse caso fica no mesmo lugar. É a lei da inércia.
Imagem: Thinkstock

Não planejar seu tempo

Se você deixa a vida fluir como um rio, vai acabar como um peixe, na mesa de alguém ou nadando aleatoriamente. É preciso dar um norte para a semana, para o mês, para o dia. Se você não planejada nada, as coisas simplesmente se tornam urgentes e você fica sem tempo de fazer a vida evoluir.

Não ter uma agenda eficiente

Se você anota as coisas que precisa fazer na cabeça, no post it, no caderno em qualquer lugar que tiver mais próximo, você é um forte candidato a se perder entre suas tarefas, não conseguir planejar de forma adequada e quando perceber não tem tempo para nada. Agenda eficiente é aquele que centraliza tudo que você precisa fazer, te permite planejar e está sempre presente com você.

Usar o fim de semana para procrastinar a vida

Nada contra pegar um fim de semana de preguiça e não fazer nada, mas se você faz isso com a maior parte dos seus fins de semana tem algo errado. É no fim de semana que temos a oportunidade de recuperar a energia, de colocar a leitura em dia, de fazer algum curso, de ter tempo com os amigos, de estudar algo novo, de elaborar melhor suas ideias.

Achar que alguém é responsável pela sua carreira

Não é a empresa, não é seu chefe, não são seus pais, seus amigos ou seus professores que fazem sua carreira. Você é que tem que constantemente usar seu tempo para investir em cursos, networking, eventos, estágios, etc.

Não correr riscos

Se você faz o que costuma fazer sempre, vai ter o resultado de sempre. Os medíocres são aqueles que ficam na media. Os visionários, nada mais são do que pessoas que correram o risco e deram certo. Visionários erram, mas é errando que torna os riscos mais calculáveis. Alguma coisa você precisa arriscar, pense bem, analise com cautela, veja os prós e os contras e vá em frente.

Reclamar

As coisas não dão sempre certo, a vida vai ter um monte de burradas, de erros, de traições, de mágoas, de perdas, etc. Viver é assim mesmo, se não curte isso, "pede pra sair" rsrsrs. Aprenda com os erros, faça uma análise e comece de novo. Perder seu tempo reclamando só vai piorar a situação. Enquanto você reclama, com certeza alguém já está começando a fazer a história de sucesso do amanhã.

Excesso de redes sociais

Eu gosto do Facebook, Twitter, Linkedin. Na medida certa eles fazem a diferença na vida pessoal e profissional. Agora se você está viciado nas redes e deixa de fazer coisas importantes, com certeza vai ser bem difícil de evoluir.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/9-atitudes-que-nao-deixam-sua-vida-evoluir/66454/

Como escrever e-mails para uma empresa

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Comunicar-se com eficiência é algo imprescindível  em qualquer carreira, seja como empreendedor ou enquanto outro tipo de profissional.

O E-mail faz parte desta gleba de diferentes maneiras de transmitir uma mensagem e por mais que pareça algo simples e corriqueiro, redigir e enviar um e-mail profissional não é algo tão fácil.

Acontece que por mais que enviar e-mails seja uma realidade, afinal, praticamos todos os dias, fazê-lo de uma forma profissional exige alguns cuidados e nuances que merecem ser analisadas.

Quando você quer enviar e-mail para empresas, ou para outros colegas de profissão, é preciso ter certeza de que a mensagem que você quer transmitir será interpretada por todos de igual forma.

Imagine a confusão se você dizer A, o departamento de marketing entender B e o setor de vendas interpretar como C… Você poderá ficar em maus lençóis.

→Pode ser interessante: 40 dicas para falar em público
→Você irá gostarA importância do e-mail marketing para micro-empresas

Como começar um email para uma empresa

A primeira impressão é sempre a mais importante, por isso, dedique-se a criar uma introdução que cative o destinatário a ler sua mensagem e o mais importante, responder de volta.

E-mail para empresas exigem formalidade.
Ser formal não significa falar como se estivesse no século XIX, mas sim escrever de formam correta e clara sem fazer uso de gírias ou linguagem coloquial como o internetês.
Sempre comece um e-mail por um tratamento ao destinatário seguido por uma qualificação que identifique e individualize a pessoa.
Ex:
  • Caro Rodrigo, diretor de vendas;
  • Prezado João, gerente de compras;
  • Estimado Silva, profissional de marketing;
  • Prezado(a)  senhor(a) (caso não saiba a qualificação do destinatário.)

Nunca comece pelo assunto

Nas aulas de redação aprendemos que nunca devemos começar um texto pelo título. O princípio é o mesmo para e-mails comerciais. Deixe o assunto do e-mail por último para que você crie um título relevante e condizente com aquilo que você escreveu.

Seja claro e objetivo ao enviar e-mails para uma empresa

O romantismo das cartas não cabe em uma mensagem de e-mail. É extremamente importante que você seja claro e objetivo.
Sua mensagem deve ser curta, direta e abordar tão somente o necessário.
Não é possível falar em um número exato de caracteres, pois varia de mensagem para mensagem, de toda forma, acredito que 90 palavras sejam suficientes para transmitir qualquer mensagem corporativa.
ex:
Prezado Rafael Souza,
  1. Gostaria que os relatórios X me fossem enviados até a manhã.
  2. Se for possível, Faça um backup dos arquivos de número 35
Viu? Curto, simples, direto e objetivo. Se o assunto for complexo demais, você correrá um sério risco de ter sua mensagem interpretada de forma diversa da pretendida, porquanto recomenda-se que se faça uso do telefone ou de uma reunião pessoal.

Será que se você escrevesse a mão, sua mensagem seria tão longa?

Creio eu que não. Este é um bom exercício a se fazer: escreva o e-mail todo a mão antes de redigi-lo no computador.
Quando digitamos, por ser um processo mais ágil e confortável, tendemos a negligenciar o tamanho da mensagem, algo que não acontece com a escrita a punho, por quanto recomendo fortemente este exercício.

Nunca utilize frases e orações em caixa alta

Isto pode significar que você esta sendo indelicado e impaciente. Educação e cordialidade são dois requisitos de qualquer E-mail para empresas. Certifique-se de que o “Caps lock” esta desativado antes de começar a redigir um e-mail empresa.

Recursos gráficos

Se for indispensável, utilize uma no corpo do e-mail. Se houver  mais de um gráfico, faça uso dos arquivos anexos.
O mesmo vale para emoticons, nunca, mas nunca mesmo, utilize um smile em um e-mail profissional.
Os vídeos também deve seguir em anexo. Caso exista uma versão disponível no Youtube, faça uma linkagem.

Cuidado com os erros ortográficos

Quando você redige um texto longo, com mais de 200 palavras, é compreensível que exista algum errinho de português, afinal, não somos professores de letras e corrigir uma grande lauda não é tarefa fácil.
Mas não há desculpas para um micro-texto de cinquenta palavras como um e-mail comercial. Erratas gritantes no uso da vírgula ou acentuação podem tirar toda a credibilidade do seu e-mail e ainda ridicularizar sua imagem profissional.
  • Vírgulas: O pior de todos os erros está na falta ou execesso de vírgulas. Palavras escritas de forma errada podem até passar em branco, mas um texto mal “virgulado” pode acabar com a mensagem que você quer transmitir.
  • Ortografia e Acentuação das palavras: Como eu disse, você não é professor de português e é perfeitamente possível que errinhos como escrever “idéia” ( que não têm mais acento) ocorram. Uma dica é utilizar editores de texto que possuam funções nativas de corretores ortográficos como o Microsoft Word ou o BR Office.
  • Por que, Por quê, Porque ou Porquê? O uso correto do “porque” é um dos temas mais tortuosos da gramática portuguesa. Confesso que quando escrevo aqui no Empreendeblog, vivo a cometer alguns deslizes neste sentido. Para lhe ajudar, indico este ótimo link com informações que lhe serão muito úteis. →Uso correto dos porque’s

Como terminar o e-mail

Não existe uma fórmula para terminar um e-mail. É importante que você faça uso da cordialidade. Agradeça e utilize termos formais como atenciosamente”, “cordialmente”, etc.
Lembre-se sempre de usar sua assinatura. Nome, e-mail, empresa, cargo e telefone para contato são fundamentais. Se você quiser, também pode acrescentar um link para seu perfil no Linkedin.

Leia o texto novamente

Certifique-se de que todas as lições aprendidas nos tópicos anteriores foram aplicadas. Leia seu texto em voz alta para captar erros de concordância e pontuação.

Confira a lista de destinatários

Poucas sensações são tão amargas quanto perceber que enviou um e-mail para a lista errada. Certifique-se de que os destinatários estão corretos. Olhe uma, duas, três vezes, mas tenha certeza de que não está enviando a mensagem para uma pessoa errada.

Concluindo…

É preciso saber se comunicar. O E-mail faz parte desta gleba de diferentes maneiras transmitir uma mensagem e por mais que pareça algo simples e corriqueiro, redigir e enviar um e-mail profissional não é algo tão fácil.
Neste artigo, você aprendeu algumas dicas para redigir um e-mail profissional com eficiência.
Ficamos por aqui e até já!
Que tal deixar um comentário? Você têm alguma crítica? Sugestão? Quer complementar este artigo de alguma maneira ou simplesmente expressar sua opinião sobre o assunto?

sábado, 10 de novembro de 2012

Alunos que usam Twitter são mais comprometidos

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Postado por talita em novembro 9, 2012 às 9:55 am em Pesquisa | Nenhum comentário

Os professores que desconfiam do tempo que os alunos gastam no Twitter precisam rever seus conceitos. Pelo menos é o que defende Christine Greenhow, da Universidade do Estado de Michigan, em seu trabalho recém-divulgado Twitteracy: Tweeting as a New Literary Practice (Tweetalfabetização: Tuitar como uma Nova Prática de Letramento, em livre tradução). 

Em sua análise, a pesquisadora reuniu dados para mostrar que alunos que usam o microblog são mais comprometidos com os estudos e conseguem notas melhores.

A análise tentou responder a três perguntas básicas: Como e com que resultados os jovens usam o Twitter para seu aprendizado formal ou informal? O Twitter pode ser considerado uma nova prática para letramento? Como práticas para letramento no Twitter se alinham às tradicionais do currículo? Para tanto, Christine analisou artigos acadêmicos sobre educação, tecnologia, letramento e mídias sociais. O interesse da pesquisadora pelo tema ocorreu pela relevância social do Twitter: são 200 milhões de usuários ativos postando 175 milhões de tweets por dia; entre os americanos que usam a internet, 16% dos adolescentes (entre 12 e 17 anos) e um terço dos adultos jovens (18 a 29) usam o microblog.

ed33 Alunos que usam Twitter são mais comprometidos [1]Foto: Joelaz / Flickr.com
Assim, com tantos jovens se apropriando da plataforma, muitos aprendizados, formais ou informais, acabam ocorrendo. De acordo com a pesquisa, estudantes lançam mão do Twitter para discutir com colegas assuntos relacionados ao que estão estudando, além de aproveitarem a característica de a comunicação ser feita em tempo real para estreitar laços com seus pares, com professores e até com especialistas que mantém perfil ativo no microblog. 

Os resultados a que os estudantes chegam – e isso responde a primeira pergunta da pesquisa – é que essa dinâmica acaba por engajar mais o jovem no seu aprendizado, tornando-o mais ativo na busca pelo que quer aprender e, por consequência, suas notas se elevam, eles se comunicam com mais facilidade e aprendem a respeitar a diversidade.

“Os alunos se comprometem mais porque eles sentem que estão se conectando com algo real. Não é só aprender por aprender”, disse Christine. OK, as notas dos meninos aumentam, mas será que dá para considerar o Twitter uma nova forma de letramento, perguntou-se a pesquisadora. Em suas buscas por responder a essa questão, Christine descobriu que esse é um fenômeno social recente ainda não amplamente abordado pela academia. 

Apesar disso, ela parece não ter dúvidas. “Uma das maneiras de julgar se algo é uma nova forma de letramento ou uma nova forma de comunicação é saber se ele permite novos atos sociais que não eram possíveis antes. O Twitter mudou práticas sociais e a maneira pela qual nos comunicamos? Eu diria que sim”, afirmou a pesquisadora.


Sobre os possíveis diálogos entre as formas tradicionais de letramento e essa trazida pelo Twitter, assunto que foi alvo do terceiro questionamento da pesquisa, Christine apontou outros estudos que sugerem que há muitas interseções entre o velho e novo. 

A possibilidade de troca nas redes sociais – e aqui a pesquisadora inclui também o Facebook e o MySpace – pode abrir oportunidades para desenvolver a linguagem tradicional e a proeficiência dos estudantes, aproveitando esse espaço dinâmico e informal de interação. Nesses momentos mais relaxados on-line, os estudantes desenvolvem seu estilo na escrita, são estimulados a se expressar e emitir opiniões, são mais criativos e correm mais riscos na construção dos textos.
* Publicado originalmente no site Porvir [2].

Artigo impresso de Envolverde: http://envolverde.com.br
Endereço do artigo: http://envolverde.com.br/educacao/pesquisa-educacao/alunos-que-usam-twitter-sao-mais-comprometidos/
Endereços neste artigo:
[1] Imagem: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/11/ed33.jpg
[2] Porvir: http://porvir.org/porpensar/alunos-usam-twitter-sao-mais-comprometidos/20121101

10 dicas para ser reprovado numa entrevista de emprego

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30 de outubro de 2012, às 12h42min

Saiba o que NÃO fazer numa entrevista de emprego, de modo a aumentar suas chances. Mas, lembre-se, seja você mesmo, viu? Acompanhe...

Precisa aumentar suas chances de sucesso? Então, siga algumas dicas importantes:

1 - Comparecer à entrevista vindo direto da balada
No meu tempo dizia-se noitada... Bem, não faz muito tempo assim. Enfim, as impressões que ficam ainda são as mesmas. Comparecer à entrevista com a cara amassada no meio da semana pode assustar o selecionador. Cheirando a álcool, então, nem merece comentários.

2 - Comparecer de chinelo de dedo
A mocinha era linda e super descolada, mas a vaga era para recepcionista de uma rede internacional de hotéis. A questão é que depois da entrevista inicial ela deveria seguir imediatamente para uma segunda etapa do processo no próprio hotel. Sinto muito, mas chão de mármore e arabescos não combinam com chinelos de dedo. O candidato deve estar preparado para causar uma boa impressão em qualquer ambiente. Aparência conta sim!

3 - Vestimentas muito ousadas ou extravagantes
Decotes, saia e calças muito justas, tecidos transparentes e cores berrantes. Como citei anteriormente, a aparência conta muito no momento da entrevista. As empresas procuram por pessoas sóbrias e capazes de executar atividades que contribuam para o crescimento da organização. Aí você pergunta: vão me julgar pela roupa? Sim! Eles ainda não te conhecem, não sabem da sua capacidade. De acordo com suas roupas podem fazer outro juízo de você. Portanto, procure trajar-se de forma conservadora. Mas lembre-se de se sentir à vontade e manter seu estilo, sem exageros.

4 - Cuidado para não exagerar no perfume
Realmente perfume é algo muito pessoal. Inclusive certos tipos, que exigem hora e lugar para serem usados. Bem, se você não tem ninguém para orientá-lo o melhor é lembrar que quando estamos em busca de emprego vamos lidar com vários tipos de pessoas e frequentar diversos ambientes. Portanto, seja marcante, mas por seu conteúdo.

5 - Mascar chiclete durante uma entrevista (mesmo por telefone)
O selecionador percebe, pois seu tom de voz se altera, as palavras saem incompletas e isso compromete muito a sua forma de se expressão.
Ah! Sim, e pessoalmente ainda é possível ver até uma "babinha" escorrendo no canto da boca. Éca!

6 - Atender ao celular
Este é um problema. Se a pessoa for discreta ainda vai, mas muitas vezes o candidato fica "discutindo a relação" diante do selecionador. Evite usar o celular nestes momentos, a sua atenção deve estar voltada para a entrevista.

7 - Comparecer à entrevista acompanhado
Não! Definitivamente, nunca faça isto. Alguns candidatos levam suas mães, amigos e cônjuges. Estes acompanhantes muitas vezes até entram na sala junto com o candidato sem serem convidados. O pior é que ainda dão palpites.

O candidato à vaga é você, só você, os acompanhantes são completamente desnecessários.


8 - Mexer nos objetos sobre a mesa do selecionador
Parece brincadeira, mas não se assuste, pois este comportamento é mais comum do que você imagina. Há candidatos que organizam os objetos sobre a mesa, brincam com os bibelôs e abrem espaço no centro da mesa. Outro dia vi um candidato abrindo gavetas. Inconveniente... Bem, acredito que nestes casos talvez seja necessário um acompanhamento psicológico.

9 - Ligar insistentemente para saber o resultado da seleção
Por mais que a ansiedade lhe cause comichão é importante saber se colocar no lugar do selecionador. São muitas vagas e muitos candidatos. Já pensou se todo mundo decidir ligar? Compreenda que um processo seletivo pode levar certo tempo. Portanto, após a entrevista pergunte como será a finalização do processo e qual o tempo previsto para receber uma resposta, seja ela afirmativa ou não.

10 – Bola pra frente!
Se não foi desta vez procure fazer uma autocrítica. Veja a negativa como uma oportunidade de aperfeiçoamento. É como sempre digo, não cometo os mesmos erros, procuro cometer erros novos.

Por enquanto siga estas dicas. Hoje ficamos por aqui. Sim, vale lembrar que muitas vezes uma aparente e pequena agência de empregos pode ter como cliente empresas multinacional. Pense nisso!
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/10-dicas-para-ser-reprovado-numa-entrevista-de-emprego/66910/

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Como a imaginação, a criatividade e a inovação podem revolucionar uma empresa? Sir Ken Robinson explica

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07 de novembro de 2012, às 16h33min

Sir Ken Robinson, líder internacionalmente reconhecido na área de criatividade, explica como esses três atributos unidos podem transformar empresas em vencedoras

Por Fábio Bandeira de Mello, Administradores.com

Talento. Essa é uma característica cada vez mais exigida no mercado. Se antes precisava-se dos trabalhadores operacionais, hoje, os profissionais do conhecimento - aqueles que colaboram com ideias e agregam mais valor ao trabalho - tem sido cada vez mais procurados.
No entanto, de acordo com Sir Ken Robinson, autor do livro "O Elemento Chave" e um dos principais experts em criatividade mundial, ainda existe uma barreira que impede muitos profissionais de descobrirem o que podem extrair melhor de si. "Muitas pessoas não fazem ideia dos seus talentos verdadeiros e a maioria desses adultos passam a vida inteira fazendo coisas que não gostam, tem um emprego que só serve para pagar as contas e só esperaram o fim de semana chegar", afirma em sua palestra na Expomanagement.
Para Ken Robinson, o grande problema está na forma que o sistema educacional atua, que não estimula as pessoas a pensarem diferente. "Todos nós nascemos com talentos enormes, mas todo o talento é como o mineral, precisa ser extraído. As pessoas não sabem extrair o seu verdadeiro talento porque o modelo educacional do último século vem suprindo a imaginação", indica.

Para o especialista, o mundo atual exige uma mudança rápida nesse modelo, principalmente porque as tecnologias e o próprio mercado vêm mudando rapidamente. "A inovação das empresas é uma das prioridades estratégicas existentes. Empresas devem ser criativas constantemente. Daqui a 20 anos as novas tecnologias já estarão ultrapassadas e muitas empresas não vão resistir a isso", destaca.

Muitas empresas estão interessadas nesse processo, mas elas não podem inovar da noite para o dia. O desafio para a inovação, explica Sir Ken Robinson, está no processo de incentivar a criatividade e promover a imaginação.

"A imaginação nos permite trazer à mente algo que não está disponível para ser captado por nossos sentidos. Tudo o que é humano vem do poder da imaginação. A criatividade consiste em colocar a imaginação para trabalhar. E a inovação significa colocar as boas ideias em prática", explica o especialista.

Os mitos da criatividade
Sir Ken Robinson acredita que existem algumas coisas que minam a criatividade, principalmente ideias pré-concebidas sobre o seu real significado. O especialista destaca que existem três grandes mitos em torno dela que dificultam a implementação da cultura de inovação, ou seja, o incentivo para que o profissional seja mais criativo no dia-a-dia das empresas.

Mito 1 – Só pessoas especiais são criativas
"Existe um mito em achar que criatividade requer coisas especiais ou pessoas especiais. No entanto, fazer uma comida, administrar, construir uma casa, tudo é fonte potencial de pensamento criativo. O que temos é uma cultura de inovação que deveria envolver a todos. Muitas organizações dividem as equipes em pessoas criativas e não criativas, e isso não deveria acontecer", destaca.

Mito 2 – A criatividade requer atributos especiais
"Muitas vezes me pergunto como é possível incentivar a imaginação e me respondo que uma forma é com novas experiências. Se você nunca foi a uma galeria de arte, visite alguma; se nunca viu balé, assista a um espetáculo; se não costuma ir a eventos esportivos, vá a um; se sempre segue o mesmo caminho de casa para o trabalho, tente um diferente. Estimule sua imaginação com um novo fluxo de ideias", indica.

Mito 3 - Ou você é bom ou não é
"É preciso estabelecer um clima no qual as pessoas contribuam com ideias. É uma passagem do estado de comando e controle para o de controle climático”.
"Para ser um grande líder não é preciso ter ideias o tempo todo, mas criar um ambiente que permita que as ideias possam ser criadas. Ele tem que envolver a organização inteira", finaliza. 

http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/como-a-imaginacao-a-criatividade-e-a-inovacao-podem-revolucionar-uma-empresa-sir-ken-robinson-explica/66399/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O seu futuro cria o seu presente

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A vida é cheia de fluxos e refluxos. Não é à toa que nós nascemos chorando! Aqui é o planeta Terra, não é o paraíso. Altos e baixos fazem parte da vida. Temos momentos felizes e momentos não tão felizes. É como as ondas do mar – há momentos em que nos sentimos eufóricos e até empoderados e momentos que não nos sentimos muito bem e até impotentes. Mas para quem sabe o que quer e para onde vai, o sol está sempre brilhando acima das nuvens. 

PRECISAMOS APRENDER SEMPRE 

Viver é resolver problemas. Somente as pessoas que morrem não têm problemas. Três coisas caracterizam o mundo de hoje: complexidade, velocidade e incertezas. Quando sabemos muito bem as respostas, o universo muda as perguntas. Neste contexto somos eternos aprendizes. O volume de informações dobra a cada 12 meses. A cada ano ficamos obsoletos se pararmos de aprender. 

O SEU PASSADO CRIOU O PRESENTE

A pessoa começa a morrer, principalmente, quando começa a conjugar os verbos no passado: eu fiz…, eu era…, quando as suas recordações começam a ficar mais fortes do que os seus sonhos e aspirações. A pessoa que está sonhando, independente da sua idade, está vivendo. A velhice não pode ser controlada, mas a sua intensidade e velocidade sim.

O seu passado foi uma necessidade para você chegar até aqui. Com muita frequência os pais erram na educação dos filhos, pois noventa e nove por cento das pessoas não estão preparadas para serem pais. Para exercer e executar qualquer atividade profissional é preciso ter preparação, no entanto, para ser pai basta obedecer aos instintos e ter uma relação sexual. Atrás dos atos paternos está a intenção positiva de dar a melhor educação para seus filhos. Posso afirmar com grande probabilidade de acerto que os seus pais fizeram o melhor que eles sabiam fazer. Se não fizeram melhor é porque eles não sabiam. 

PODEMOS MUDAR  

Nunca deixe aquilo que você não pode fazer atrapalhar o que você pode fazer. O seu futuro é uma possibilidade para você ir aonde você quer ir. Quais dos padrões da sua vida que você quer se livrar? Ninguém está condenado na vida a ser o que sempre foi. Nós somos os únicos seres no planeta terra com a capacidade de transcender, isto é, com a capacidade de mudar para melhor. 

O FUTURO CRIA O SEU PRESENTE

 A vida é um eterno aqui e agora. O passado criou o presente. O presente também recria o passado, dando-lhe outro significado. O presente cria o futuro. O futuro também cria o presente, através da força, da expectativa e da fé. Você pode criar o seu futuro. Se temos metas para o futuro, o presente fica mais interessante. A falta de perspectivas é uma das principais causas do desânimo entre os idosos e do uso das drogas entre os jovens. O seu passado é conhecido e é uma necessidade que aconteceu para você chegar até aqui, você não vai passar a sua vida no passado. O seu futuro é uma possibilidade. Ele é desconhecido até você chegar lá. Para tomar boas decisões agora, eu sugiro que você se concentre no futuro, porque é lá que você vai passar o resto da sua vida. 

METAS TÊM QUE SER ESPECÍFICAS

Juventude é uma coisa que você decide. Desde quando nascemos já começamos a morrer. Existem duas idades, a da certidão de nascimento e a biológica, a cronologia marca apenas a passagem do tempo. Estabeleça metas. O que você vai fazer na vida ainda está para frente. O cérebro é cibernético. Em cibernética não tem mais ou menos. Metas têm que ser definidas e específicas. Você tem que estar comprometido com as suas metas. Se você falha em planejar você está planejando fracassar. É muito simples ser bem sucedido na vida, você só precisa fazer o que deve ser feito. Só que a maioria não está disposta a fazer. Sua meta de longo prazo tem que ser dividida em metas de curto prazo, diárias, semanais, mensais e anuais para poderem ser acompanhadas. Onde você vai estar daqui a cinco anos, três anos, dois anos e daqui a um ano?

Para manter a boa forma, a partir dos 60 anos precisamos dedicar no mínimo uma hora por dia para fazer exercícios, antes dessa idade, basta apenas meia hora. Se você não tirar tempo para cuidar da sua saúde, vai ter que tirar tempo para cuidar das suas doenças. Não ter tempo não é uma verdade, se não temos tempo para alguma coisa é porque ela não foi colocada dentro das nossas prioridades.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A criatividade vai salvar o mundo (se a burocracia não nos tirar o direito de pensar) - Domenico De Masi

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31 de outubro de 2012, às 00h41min

Em entrevista exclusiva ao Administradores.com, o sociólogo Domenico de Masi faz projeções sobre o futuro do planeta, explica por que o excesso de trabalho é negativo, critica o Google e o Facebook e, claro, culpa a burocracia pela maioria dos problemas do planeta

Por Simão Mairins, www.administradores.com

"Os burocratas são os assassinos tristes dos alegres criativos". Com essa pequena frase – tão cheia de efeito quanto de significado – o sociólogo italiano Domenico de Masi nos respondeu por que odeia tanto a burocracia. E é justamente essa repulsa a base de boa parte de seu pensamento, que o tornou uma das figuras de maior influência no mundo desde os anos 1970, quando suas obras ganharam notoriedade. Para Domenico, a burocracia gera trabalhos desnecessários, os trabalhos desnecessários nos fazem trabalhar mais, e trabalhando mais em atividades burocráticas temos menos tempo para dedicar à atividade intelectual, para ele, o motor que move o mundo (e nas próximas décadas moverá ainda mais).

O sociólogo estará no Brasil no próximo dia 5, quando fará a abertura do XXII ENBRA (Encontro Brasileiro de Administração) e do VIII Congresso Mundial de Administração, que acontece no Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva ao Administradores.com, ele adiantou alguns pontos que devem permear sua palestra. Ele faz projeções sobre o futuro do planeta, explica por que o excesso de trabalho é negativo, critica o Google e o Facebook e, claro, culpa a burocracia pela maioria dos problemas do planeta (lembrando que, para ele, a burocracia não é simplesmente a demora na tramitação de um documento em um órgão público, mas todas as dificuldades cotidianas que os processos - muitas vezes inúteis - que criamos no dia a dia geram para nossas vidas).

 Foto: divulgação

O tema de sua palestra na abertura do Enbra será "Uma era de justiça social: como promover um crescimento forte, sustentável, equilibrado e igualitário". Nossa pergunta, então, é: como, de fato, promover isso?

Nos próximos dez anos, o PIB per capita do mundo será de 15.000 dólares, contra os atuais 8.000. Mas o poder de compra no Ocidente será 15% inferior. O Primeiro Mundo vai conservar a supremacia na produção de ideias. Os países emergentes produzirão sobretudo bens materiais. O terceiro mundo fornecerá matérias-primas e mão-de-obra barata. O PIB da China será como o dos EUA, possuirá os maiores bancos do mundo e 15 megalópoles com mais de 25 milhões de habitantes. Paralelamente aos BRIC (Brasil, Rússia, India e China), emergirão os CIVETS (Colômbia, Indonésia, Vietnã, Egito, Turquia e África do Sul). Alguns países ainda pobres verão crescer a própria riqueza. Outros, já ricos, verão sua riqueza decrescer. Em ambos os casos será necessária a redistribuição igualitária (justa) do poder, da riqueza, do trabalho, do saber, das oportunidades e dos direitos.

Hoje, diversas empresas aclamadas no mundo, como Google e Facebook, se orgulham do fato de oferecerem aos seus colaboradores a possibilidade de desfrutarem, durante o expediente, de horas vagas, dedicadas a projetos paralelos ou atividades meramente recreativas. Isso é o princípio do ócio criativo tornando-se paradigma no mercado? De forma prática, como seu conceito pode fazer a diferença, ao mesmo tempo, para uma empresa e seus trabalhadores?

O "ócio criativo" é como chamo o trabalho intelectual que consente contemporaneamente que sejam criadas riquezas por meio do/pelo trabalho, conhecimento por meio do estudo, bem-estar por meio do jogo/da brincadeira/do lúdico. Empresas como o Google e o Facebook, unindo trabalho e recreação, satisfazem o lado infantil do trabalhador, mas não eliminam completamente os paradoxos existentes em todas as organizações empresariais gerenciadas no modo industrial. Elenco algumas:
  • A oferta de trabalho diminui, a demanda de trabalho cresce e o horário de trabalho continua o mesmo ou maior. Os pais, então, trabalham 10 horas por dia e os filhos estão completamente desocupados (como é o caso da Espanha, por exemplo).
  •  Temos cada vez mais liberdade sexual, mas as empresas estão cada dia mais sexofóbicas.
  • A produção de ideias necessita de autonomia e de liberdade, mas as empresas se burocratizam cada vez mais.
  •  O trabalho intelectual requer motivação, mas costuma ser conduzido sobretudo pelo controle e pelo medo.
  • As mulheres estudam e trabalham melhor, mas fazem menos carreiras e têm salários menores.

Você faz parte de uma corrente otimista, que defende a ideia de que chegaremos a um ponto de sociedade pós-industrial dedicada ao lazer e ócio criativo. Entretanto, essa crise global parece levar a humanidade em outra direção, onde sequer o trabalho "comum" está disponível para a maior parte das pessoas. Esse cenário atual o fez em algum momento questionar suas crenças?

O ócio criativo é a modalidade com a qual podem trabalhar, estudar, brincar e viver os trabalhadores que desenvolvem atividades intelectuais — executivos, administradores, profissionais, dirigentes, jornalistas, estudantes, professores, artistas, cientistas etc. Estes trabalhadores representam agora 70% da população ativa. Sou otimista porque, graças ao progresso tecnológico, o número dos trabalhadores intelectuais aumentará sempre mais, enquanto o dos operários condenados à fadiga física diminuirá. Isto determina a passagem da sociedade industrial, que produz sobretudo bens materiais, à pós-industrial, que produz sobretudo bens imateriais (serviços, informações, símbolos, valores, estética). O ócio criativo é a modalidade com a qual trabalha e vive todo trabalhador intelectual não alienado.

Na Europa, economistas, governos, o BCE e bancos privados atribuem a crise, entre outras coisas, a supostos excessos de privilégios garantidos pelo estado de bem estar social. Como você vê essa questão? A busca pela qualidade de vida, a felicidade, são incompatíveis com o modelo de sociedade que o estágio atual do capitalismo impõe?

O welfare — bem-estar social — é a criação mais nobre da sociedade europeia. Na Alemanha, Inglaterra, nos países escandinavos, onde o Estado gasta mais com o welfare e o bem-estar é mais garantido, os balanços do Estado são mais saudáveis e regulares. Na Grécia, Itália, Espanha e Portugal, onde o Estado gasta menos com o welfare e o bem-estar é menos garantido, os balanços do Estado também estão em déficit. O atual modelo capitalista é baseado na falsa certeza de um crescimento infinito, de um consumismo exagerado, de uma competitividade selvagem. Neste capitalismo, a economia tem vantagem sobre a política, as finanças têm vantagem sobre a economia, a tática tem vantagem sobre a estratégia. É necessária a elaboração de um novo modelo de sociedade no qual a política tenha a responsabilidade por um longo tempo, a economia se interesse por um tempo a médio prazo e a finança fique rigidamente restrita em operações de curto espaço de tempo.

Você é um crítico ferrenho da burocracia. Por quê?

Os burocratas são os assassinos tristes dos alegres criativos.

Você acredita que hoje, mais do que em qualquer outra época, o mundo é de quem tem boas ideias? Por quê?

A sociedade pós-industrial é baseada na projeção do futuro. O futuro se projeta com fantasia e de forma concreta. Isto é, com criatividade e sabedoria.